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sábado, 7 de março de 2020

Quem são os empresários que apoiam Bolsonaro e que poderão sofrer boicotes

Jair Bolsonaro, Sebastião Bomfim, João Appolinário, Afrânio Barreira e Cris Arcangeli (Foto: Reuters | Reprodução)

Representantes de marcas como Centauro, Coco Bambu, Polishop, BBeyauty'in e outros apoiaram publicamente Jair Bolsonaro e poderão sofrer boicote de seus consumidores. Conheça quem são eles


Mesmo com a economia em frangalhos e ameaças de boicote às marcas por parte de seus consumidores, empresários seguem prestando apoio a Jair Bolsonaro e alguns contribuem financeiramente para manifestações de apoio ao ocupante do Planalto.
Desde o episódio do dono do Madero, Junior Durski, que tem Luciano Huck como sócio e publicou um vídeo dizendo ter orgulho de Bolsonaro e defendendo os atos de 15 de março contra o Congresso Nacional, iniciou-se um movimento de brasileiros pedindo boicote a marcas que apoiam o governo atual, como relatou reportagem do britânico The Guardian nesta semana.
Confira abaixo a lista de empresários que apoiam Bolsonaro:
João Apollinário - Polishop
Sebastião Bomfim - Centauro
Afrânio Nogueira - Coco Bambu
Cristiana Arcangeli - dona de empresas na área de alimentação e beleza, 
Luciano Hang - o proprietário da cadeia de lojas de departamentos Havan 
Gabriel Rocha Kenner - presidente do grupo "Brasil 200"
Flávio Rocha - dono das lojas Richuelo 
Madero Junior Durski - dono da rede de restaurantes "Madero"  
Otavio Fakhoury - que se apresenta como "investidor" 
Edgard Corona - Bio Ritmo 
Marcelo Pessoa - Galápagos Capital Gestora de Fundos 
Washington Cine - Gocil

Corretora XP, investigada por fraude contábil, fez lobby pela prisão de Lula


Em relatório distribuído a investidores, a corretora XP, de Guilherme Benchimol e do Itaú, divulgou que "Lula livre é mais negativo que Lula preso" e falou que o ex-presidente "tumultua o ambiente". Agora, a XP será investigada por fraude contábil, enquanto Lula é recebido pelo papa e por líderes internacionais


A corretora XP, que será investigada nos Estados Unidos por fraude contábil, pode ter tido um papel mais decisivo no golpe de estado de 2016 e na articulação para a prisão política do ex-presidente Lula do que se imagina. A empresa, que pertence ao empresário Guilherme Benchimol e ao Itaú, contratou palestras de Deltan Dallagnol, fez de Luciano Huck seu garoto propaganda, divulgou pesquisas eleitorais e sempre fez lobby pela prisão de Lula com argumentos rasteiros, como o de que ele " tumultua o ambiente", o que constou de um relatório de novembro do ano passado divulgado a clientes. Leia abaixo um trecho e confira vídeo da TV 247:
Para as condições de aprovação da agenda de reformas, Lula livre é mais negativo que Lula preso. Mas, para fora da esquerda e do próprio PT, difícil imaginar que deputados de centro – com os quais o governo contou para aprovar sua agenda no início do ano- tenham capital para sobreviver mais três anos na política apenas exaltando a liberdade do ex-presidente e sustentando o discurso da prisão política.
Não se deve nunca menosprezar a capacidade do petista de criar fatos e tumultuar o ambiente, mas trabalhando o governo tem elementos e ferramentas para neutralizar o apelo desse discurso – no limite o custo para isso pode aumentar, em especial quando se tratar de deputados de regiões em que o petista tem mais apelo.
E, nesse caso, as condições econômicas também ajudam. Quanto mais cedo a agenda de Guedes trouxer resultados, menos apelo terá esse discurso. Na seara eleitoral, a decisão de agora, embora abra espaço para contestações futuras, não altera a inelegibilidade do ex-presidente. A contenda de 2022 ainda está distante e vermos muitas peças se movimentando até lá. Podemos ver até outras decisões que podem devolvê-lo à prisão, mas Lula livre em período eleitoral continua a ter peso significativo – só lembrar a confusão que levou o desconhecido Haddad ao segundo turno e deu a ele 45% dos votos.
Nesse cenário, estão presentes os elementos da polarização e do próprio cenário de 2018. O inimigo que construiu Jair Bolsonaro estará presente novamente, o que inclusive ajuda a reunir o grupo. Aqui, de novo, são menores as chances de êxito da esquerda quanto maiores forem os êxitos de Bolsonaro na agenda econômica. Com país crescendo e emprego retomando, fica mais difícil combater o governo atual em qualquer circunstância.

Eduardo Bolsonaro reforça convite para protestos fascistas de 15 de março

Jair e Eduardo Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Clã Bolsonaro reforça a linha de confronto institucional e, depois de Jair, Eduardo chama manifestantes para protesto contra o Congresso Nacional e o STF (vídeo)


Depois de Jair Bolsonaro, que na manhã deste sábado 7 convocou mobilização pela segunda vez para os atos de 15 de março, que defendem o fechamento do Congresso e do STF, foi a vez do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, reforçar o convite.
Pelo Twitter, o parlamentar do PSL paulista escreveu: “Presidente @jairbolsonaro se pronunciou agora pouco em Roraima sobre as manifestações de 15 DE MARÇO. Assista”. O vídeo era da fala de Bolsonaro desta manhã em Boa Vista, Roraima, a caminho dos Estados Unidos.
Com a postagem, Eduardo reforça a linha de confronto institucional e põe por terra a versão do chefe do Planalto, que ao tentar negar a convocação dos atos pela primeira vez, em fevereiro, mentiu e disse que teria compartilhado um vídeo que chamava para manifestações em 2015 contra Dilma Rousseff.