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domingo, 19 de abril de 2020

Presença de Bolsonaro em ato contra democracia 'incomoda' ala militar do governo




A presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na manifestação deste domingo (13) que, entre as pautas, pedia a intervenção militar  causou incômodo a ala militar do governo. De acordo com informações do G1, dois aspectos foram levantados. Primeiro, por colocar as Forças Armadas numa situação de constrangimento ao participar de um ato contra os direitos democráticos. Depois, por novamente participar de um evento com aglomeração de pessoas, contrariando as recomendações das autoridades sanitárias internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), e, inclusive, o Ministério da Saúde, para o combate à propagação do coronavírus. Por fim, ainda segundo a publicação, ministros do núcleo próximo ao presidente Jair Bolsonaro também externaram surpresa com o gesto dele e temem que esse tipo de conduta acabe aumentando o seu isolamento.

“Não está difícil de saber o que nos espera”, diz Bolsonaro em novo ataque à quarentena


Em post no twitter, Bolsonaro voltou a atacar a quarentena neste domingo, ao compartilhar reportagem do Estado de S.Paulo que diz que 91 milhões deixaram de pagar alguma conta em abril


Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar as medidas de isolamento social contra a pandemia de coronavírus nesta manhã de domingo (19). Através do Twitter, Bolsonaro declarou que, com a continuidade da quarentena, "não está difícil de saber o que nos espera".
A legenda da publicação na rede social acompanha uma foto da capa deste domingo (19) do jornal “O Estado de São Paulo”, que informa: "No país [Brasil], 91 milhões deixaram de pagar alguma conta em abril”.
No Brasil, cerca de 37 mil pessoas testaram positivo para a Covid-19 com 2.372 vítimas fatais da doença. No mundo, são mais de 2.350.000 infectados e 161.000 mortes.
Confira o tweet:

Janaína Paschoal diz que Bolsonaro é burro e que "não dá para votar nele em 2022"


"Muita gente vê assim, sei lá, algo de muito sábio. Eu não consigo ver. Para mim, é uma grande burrice. Porque ele poderia estar liderando esse momento, até para coordenar a reabertura em alguns locais", diz a deputada que fez o parecer usado no golpe de 2016


A deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP), autora do parecer comprado por R$ 45 mil para ser usado no golpe de estado de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff, agora diz que Jair Bolsonaro é burro e que será impossível votar nele em 2022. “Muita gente diz para mim: ‘Janaina, você tem que entender que ele está fazendo isso para chegar não sei onde’. Muita gente vê assim, sei lá, algo de muito sábio [nas atitudes do presidente]. Eu não consigo ver. Para mim, é uma grande burrice. Porque ele poderia estar liderando esse momento, até para coordenar a reabertura em alguns locais. Reabrir alguns locais não é ruim: a gente pode avaliar a evolução dos números, pode comparar onde está tudo fechado. É uma experiência nova para o mundo todo. Todos nós estamos inseguros sobre quais passos dar”, disse ele, em entrevista ao site Antagonista.
“Agora, quando ele adota uma postura de birra – porque, para mim, ele faz birra –, ele perde todo esse potencial de liderança. É nesse sentido que eu não consigo ver estratégia. Eu não consigo ver inteligência. E a falta de estratégia e inteligência é tal que não dá para votar nele em 2022. Porque ninguém aguenta mais esse inferno. Cada hora é uma confusão que ele cria, que os filhos criam, que aquele núcleo cria. O país, para evoluir, precisa de um pouco de tranquilidade”, concluiu a deputada, que também falou na possibilidade de as forças armadas se levantarem contra ele.
“Leia lá: qualquer dos poderes pode acionar as Forças Armadas, não só o Executivo. O que eu quis dizer foi que, na medida em que ele está criando o caos, podem acioná-las contra ele. Os bolsonaristas só leem a primeira metade do dispositivo”, complementou Janaina, após a entrevista.