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domingo, 10 de maio de 2020

Militares: Turquia promete resposta militar caso Haftar ataque missões diplomáticas de Ancara na Líbia



A Turquia considerará as forças do marechal-de-campo Khalifa Haftar como um "alvo legítimo" se as missões diplomáticas turcas forem atacadas na Líbia, disse o Ministério das Relações Exteriores de Ancara neste domingo (10).

Na noite de quinta-feira (7), ataques com foguetes foram realizados no distrito costeiro de Trípoli, local que abriga residências de embaixadores italianos e turcos na Líbia. O Ministério das Relações Exteriores da Itália disse que duas pessoas morreram no ataque e atribuiu o incidente ao Exército Nacional da Líbia (ENL) de Haftar.
O ENL, contudo, nega participação no episódio. 
"Na Líbia, grupos ilegais ligados a Haftar intensificaram ataques a civis e infraestrutura civil nos últimos dias, especialmente em Trípoli. Somente em 9 de maio, eles lançaram mais de 100 foguetes e bombardearam ativamente áreas residenciais no centro de Trípoli", afirmou a chancelaria da Turquia. 
Segundo o comunicado, os ataques que supostamente deixaram pessoas mortas e feridas atingiram missões diplomáticas, incluindo a Embaixada da Turquia, o aeroporto e outras infraestruturas civis. O ministério os descreveu como crimes de guerra.
"Reiteramos que, se os ataques forem direcionados contra nossas missões diplomáticas na Líbia, consideraremos as forças de Haftar um alvo legítimo", acrescentou.
A Líbia está dividida entre as duas administrações rivais desde 2011, quando seu antigo líder Muammar Gaddafi foi derrubado e morto. O ENL controla o leste do país, enquanto o Governo do Acordo Nacional (GAN) controla a parte oeste. O ENL tem como objetivo afastar o GAN, que é apoiado pela Turquia, de Trípoli.

Explosão mata 3 soldados das forças de paz da ONU no Mali




Ao menos três soldados das forças de paz das Nações Unidas no Mali morreram e outros quatro ficaram feridos em uma explosão durante uma patrulha no norte do país neste domingo.

Segundo uma nota divulgada pela missão da ONU (MINUSMA), o incidente ocorreu quando o veículo em que os militares estavam passou por cima de um dispositivo explosivo improvisado nos arredores de Aguelhok, na região de Kidal. As identidades das vítimas não foram divulgadas. 

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​Morte de 3 capacetes azuis da MINUSMA hoje nos arredores de Aguelhok, no Mali.
"O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Mali (RSSG) e o chefe da MINUSMA, Mahamat Saleh Annadif, condenam firmemente esses atos covardes que têm por objetivo paralisar as operações terrestres da MINUSMA e atingir indiscriminadamente os funcionários das Nações Unidas e civis inocentes."
Representantes da ONU apresentaram condolências aos familiares dos mortos e desejaram uma rápida recuperação aos soldados feridos na explosão, cuja responsabilidade ainda não foi esclarecida.
"Teremos que combinar todos os esforços para identificar e prender os responsáveis por esses atos terroristas, para que possam responder por seus crimes na justiça", disse o chefe da missão das Nações Unidas no Mali.

Israel pondera resposta a suposto ataque cibernético do Irã que quebra 'todos os códigos de guerra'



Tel Aviv acusou o Irã de efetuar ataques cibernéticos "diariamente" contra Israel, apesar de Teerã negar as acusações e insistir que o país "não se envolve em guerra cibernética".

De acordo com o Times of Israel, o gabinete de segurança de alto nível israelense denunciou um "ataque cibernético iraniano" contra as infraestruturas civis de abastecimento de água de Tel Aviv.
O suposto ataque, que teria ocorrido no final de abril, foi descrito por um dos funcionários israelenses como uma "escalada significativa" das ações do Irã, que "cruzou a linha vermelha" ao atingir instalações civis. As autoridades observam que o ataque causou poucos danos, apesar de pequenos problemas terem sido relatados nos conselhos locais.
"Este é um ataque que vai contra todos os códigos de guerra. Mesmo dos iranianos, não esperávamos algo assim", declarou um funcionário, citado na notícia.
Segundo a reportagem, Tel Aviv está atualmente ponderando respostas à ofensiva sofrida.
O suposto ataque foi noticiado pela Fox News, depois que a Autoridade da Água e a Diretoria Nacional Cibernética de Israel (INCD, na sigla em inglês) anunciaram uma "tentativa de violação cibernética dos sistemas de comando e controle de água".
As informações alegavam que o Irã usou servidores americanos para a invasão cibernética, algo que nunca foi reconhecido pelos EUA.

Teerã nega responsabilidade pelo ataque

"O governo iraniano não se envolve em guerra cibernética", disse Alireza Miryousefi, porta-voz da Missão do Irã nas Nações Unidas, em Nova York.

© CC0
Cybercrime
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu acusa frequentemente o Irã de ataques cibernéticos, afirmando que Tel Aviv "monitora e evita-os todos os dias", o que o Irã tem negado repetidamente.
Em janeiro, o ministro da Energia israelense afirmou que o país havia neutralizado "um ataque cibernético muito sério" contra uma das principais usinas do país.