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terça-feira, 7 de julho de 2020

Destruição a nível físico: canhões eletromagnéticos russos têm alcance de até 10 km, afirmam fontes



Testes realizados em polígono demonstram que o alcance dos canhões eletromagnéticos russos aumentou de um ou dois quilômetros para dez quilômetros, relataram fontes do complexo militar-industrial da Rússia.

"Os últimos testes demonstraram que a eficácia dos canhões eletromagnéticos contra alvos aéreos corresponde a sete ou oito quilômetros, a [distância] máxima é de cerca de dez quilômetros", comentam fontes da indústria militar russa.
Especialistas explicaram que o disparo do canhão eletromagnético dura milissegundos e, levando em conta a distância do alvo, ele é atingido instantaneamente, sendo que o impulso eletromagnético viaja à velocidade da luz.
"A destruição das aeronaves a uma distância de dez quilômetros é conseguida através da destruição dos componentes eletrônicos de seus equipamentos de bordo."
Testes deste tipo de armamento têm sido realizados desde 2015. A principal preocupação atual é a necessidade de grandes quantidades de energia elétrica.
Segundo especialistas, é preciso distinguir o dano causado por canhões eletromagnéticos da neutralização de aparelhos eletrônicos de uma aeronave provocado por sistemas de guerra eletrônica.
A maioria dos sistemas de guerra eletrônica modernos pode "suprimir" o funcionamento de aparelhos eletrônicos a uma distância de várias centenas de quilômetros, porém, eles não possuem a potência necessária para danificá-los. Por outro lado, os canhões eletromagnéticos destroem equipamentos a nível físico.
É planejado que caças não tripulados de sexta geração sejam equipados com armas deste tipo.

Astrônomos revelam catálogo de objetos que poderiam hospedar inteligência alienígena



Fundado em 2015 e financiado por empresas como Facebook, Breakthrough Listen é um programa de milhões de dólares e que visa procurar evidências de inteligência extraterrestre ao longo de um período de pelo menos dez anos.

No âmbito desta iniciativa, uma equipe de astrônomos elaborou um rol de objetos que podem ser de interesse na busca por sinais de inteligência extraterrestre.
lista, com mais de 700 entradas e a que foi dada o nome de Exotica Catalog (catálogo exótico), inclui asteroides, cometas, planetas, pulsares, galáxias, nebulosas, nuvens estelares e outros corpos celestes, incluindo satélites e outros meios tecnológicos humanos.
Nos últimos anos, a Breakthrough Listen fez dois grandes lançamentos de dados, e anunciou uma importante colaboração com a NASA, informa o portal científico Science Alert.
A equipe responsável pelo catálogo foi liderada por Brian C. Lacki, da Universidade da Califórnia (EUA), e já apresentou um rascunho do referido catálogo.
O lançamento deste catálogo é especialmente significativo, pois inclui objetos e ambientes onde a vida aparentemente não poderia prosperar.
Segundo os autores, o objetivo é expandir a diversidade de alvos passíveis de serem pesquisados na busca de inteligência extraterrestre, ajudando astrônomos e astrobiólogos.
Tradicionalmente, cientistas buscavam sinais alienígenas através da escuta de emissões de rádio. Atualmente, privilegia-se a procura de sinais de tecnologia alienígena, daí a preocupação em compilar todo e qualquer objeto no espaço, mesmo aqueles que ainda escapam da compreensão científica.
Lacki questiona: e se os alienígenas não forem como a humanidade, e viverem em ambientes exóticos que seriam extremos para os nossos padrões?
Como resumiu para a Science Alert S. Pete Worden, ex-diretor do Centro de Pesquisa Ames da NASA e atual diretor-executivo da Breakthrough, "quando se trata da busca pela vida inteligente, é vital ter uma mente aberta. Até entendermos mais sobre as formas que outra civilização e sua tecnologia poderiam tomar, devemos investigar todos os alvos plausíveis. Catalogá-los é o primeiro passo em direção a esse objetivo".
Lacki opina no mesmo sentido, considerando que os alienígenas poderiam ser excepcionalmente diferentes de nós, e por consequência, estarmos procurando por eles nos lugares errados.
Compiladores esperam que com este catálogo os cientistas sejam dotados de um útil guia de referência para cruzar suas pesquisas e abrir novas linhas de investigação.
Talvez haja a possibilidade, em um futuro próximo, de a humanidade ficar sabendo se tem companhia no espaço sideral.

Agora peste bubônica? Virologista avalia riscos de propagação desta praga



Transmissão de peste bubônica entre pessoas só é possível através de contato pessoal, sendo raríssima propagação em zonas fora do habitat de marmotas, defende virologista russa.

Este posicionamento foi defendido por Galina Kompanets, pesquisadora líder do Laboratório de Virologia Experimental do Instituto Somov de Investigação Científica de Epidemiologia e Microbiologia, em declarações à Sputnik.
Os comentários da cientista surgiram em seguimento a relatos de que casos de peste bubônica foram detectados na Mongólia e na China, em uma região que faz fronteira com a república russa de Altai.
A cientista declarou que existem bolsas naturais de peste em quase todos os lugares do mundo, situando-se na Eurásia – sobretudo no norte da China e da Mongólia – seus principais focos, sendo seus hospedeiros e veículos transmissores as marmotas.
"A bactéria, o patógeno da peste, é transmitida tanto por contato direto quanto por picadas de pulgas. Pessoas podem ser infectadas se entrarem em contato com um animal doente ou se forem mordidas por uma pulga", detalhou Kompanets.
Segundo a cientista, o último caso registrado foi por contato com um animal doente, que foi pego.
Contudo, Kompanets chama a atenção para o fato de ser indiferente se o animal portador do patógeno está vivo ou morto.
"As bactérias vivem em sangue e secreções por tempo suficiente. Dado que o agente causador é muito contagioso [...], a peste é considerada uma infecção particularmente perigosa", podendo facilmente infectar funcionários da saúde que lidem com doentes com peste bubônica.

Bactérias Yersinia pestis, causadora da peste bubônica
A virologista explicou que a bactéria penetra no sangue através de ferida cutânea e atinge o gânglio linfático, onde o patógeno começa a se multiplicar, formando-se bulbos – inflamação de nódulos linfáticos, que crescem de tal maneira que se tornam visíveis a olho nu sob a pele.
"Normalmente, a bactéria não vai mais longe, ficando circunscrita a este nível. Mas se penetrar na corrente sanguínea, pode desenvolver uma forma pulmonar, e isso sim é perigoso, por se transmitir por gotículas no ar", alertou Kompanets.
A virologista observou que casos locais de peste bubônica são ocasionalmente relatados no continente americano e na China, estando relacionados à caça e à ingestão de carne de marmota.
Em séculos passados, roedores selvagens transmitiam a bactéria a ratazanas que a disseminavam pelos centros populacionais, como aconteceu com o surto de peste bubônica no século XIV, que teria vitimado de 75 milhões a 200 milhões de pessoas na Eurásia e África do Norte, dizimando até 60% da população europeia.
Mas com o surgimento de antibióticos, "hoje podemos controlar a doença, pois a peste bubônica é curada por eles. Mas não conseguimos nos livrar completamente do patógeno", explicou o virologista.

© FOTO / PIXABAY / SKEEZE
Marmota (imagem de arquivo)
Atualmente, o foco transmissor já não são os ratos, mas, sim, as marmotas. Mesmo não sendo uma espécie migratória – inviabilizando a disseminação da doença por grandes áreas - o perigo surge quando o homem entra em contato com uma marmota infectada, seja caçando-a para comê-la ou para fazer dela animal de estimação.
A virologista conclui afirmando que os casos relatados são isolados e que nas áreas onde ocorreram há um controle e um rastreamento constante pelas autoridades sanitárias locais.

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