O senador Flávio Bolsonaro, investigado pelo esquema da rachadinha que acontecia em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando era deputado estadual, recorreu ao Supremo Tribunal Federal para tentar manter o foro privilegiado.
O pedido foi endereçado ao ministro Gilmar Mendes, que é relator da ação no Supremo, mas hoje foi endereçado ao presidente da Corte, Dias Toffoli, quem faz julgamento de casos urgentes durante o recesso do Judiciário.
A jovem Rafaella Carvalho, de 18 anos, filha do presidente da Câmara de Vereadores de Campo Formoso, José Alberto de Carvalho (PSD), mais conhecido como Zé Lambão, denunciou neste domingo (12) nas redes sociais, uma agressão cometida por ele durante uma reunião de família em uma chácara na cidade.
Ao bahia.ba, Rafaella contou que o pai sempre teve um comportamento agressivo, principalmente com a mãe, mas que vivia em “paz” com ele durante a quarentena, até o episódio deste domingo.
“Ele é uma pessoa totalmente agressiva. Quando ele bebe ele fica muito agressivo. Hoje ele tava bebendo, a gente passou o dia muito bem, eu estava ajudando ele na cozinha e aí ele começou a falar sobre a faculdade e eu chorei. Ele não gosta que chore, ele me colocou no quarto e me agrediu. Ele puxou minha madrasta para fora do quarto e me trancou. Eu pedi para ir embora e ele não queria deixar, mas um amigo dele me trouxe”.
Rafaella relembrou o histórico do pai, que em 2016 foi preso em flagrante por homicídio após uma discussão em um bar de Campo Formoso. “Foi preso e foi solto porque ele tem dinheiro, aí ele acha que é impune. Já agrediu muito minha mãe, mas ela conseguiu se livrar”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, a vítima teria sido morta após fazer uma cobrança ao vereador de levar água encanada a uma comunidade. Depois da discussão, o suspeito foi em casa, buscou a arma, retornou ao bar e efetuou nove disparos.
Questionada se já houveram outros episódios de agressão com ela, a jovem relembrou de um caso, quando ela tinha 14 anos e ele a afogou em uma piscina. “Ele me afogou, porém fiquei naquele sentimento ‘eu tenho culpa’, na minha cabeça de adolescente ele fez porque ele era meu pai e tinha direito. Isso foi por causa de uma senha de celular”.
A estudante, que aguarda para fazer o exame de corpo de delito e está hospedada na casa de uma amiga, confessa que não se sente segura na cidade após o episódio e pensa em sair do país novamente para morar com a mãe. Rafaella afirma que conta com o apoio de amigos e outras pessoas da família que estavam presente no momento da agressão;
“Eu moro em Vitória da Conquista, mas como está na quarentena, eu entreguei meu apartamento para morar com ele até acabar isso. Eu tenho medo, ele me ameaçou em ligação com a minha mãe, ele tem porte de arma, estava com a arma dele e ele fez ‘ó te esbagaço toda’, ele é louco. Não me sinto segura perto dele, quero ir para o mais longe possível”.
Morreu na noite desta segunda-feira (13), no Hospital Emec em Feira de Santana, a policial militar Lorena Gomes Mirada, lotada na 64ª Companhia Independente da Polícia Militar.
Segundo nota de pesar divulgada pela assessoria de comunicação do Comando de Policiamento Regional Leste (CPRL), a policial foi atingida por um disparo acidental de arma de fogo, recebeu socorro imediato e todos os cuidados necessários, mas infelizmente não resistiu.
Segundo o CPRL, por volta das 16h45 a guarnição da Ronda Escolar que atua na área da 64ª CIPM finalizava o serviço ordinário na sede do CPRL, quando houve um acidente atingindo a policial. Ela foi atingida na cabeça.