Total de visualizações de página

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Câncer não resistirá a esta luz: novos métodos russos ajudam a vencer formas graves da doença

 


Os especialistas da MEPhI asseguram que a terapia fotodinâmica (TFD) é um dos métodos mais eficazes e seguros de tratamento de câncer. É amplamente usada para combater os tumores malignos da pele, da faringe, do fígado, dos pulmões, do cérebro, da bexiga e dos órgãos do tubo digestivo.

A OMS estima que um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres desenvolvem câncer. Hoje em dia, até as formas mais graves desta doença podem ser curáveis. Os cientistas da Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear MEPhI contam sobre sua experiência inédita nesta área.

A essência da TFD é o uso de fotossensibilizadores: substâncias que aumentam a sensibilidade dos tecidos biológicos à luz. Na etapa preliminar, o fotossensibilizador acumula-se no tecido do tumor. A exposição dos focos desta acumulação ao laser inicia a produção de formas ativas de oxigênio nas células do tumor, levando a sua necrose, apoptose (morte celular programada) ou a parada do ciclo celular com seu ulterior relançamento em regime saudável.

Precisão antes de tudo

Um dos principais problemas do uso da TFD para tratar câncer consiste em determinar com precisão os limites do tumor. Em caso de imprecisão, nem todas as células malignas serão expostas à ação, o que pode levar à recidiva da doença.

Buscando os meios para solucionar o problema, os cientistas da MEPhI criaram um sistema videofluorescente único que permite visualizar os focos de acumulação do fotossensibilizador em lugares de difícil acesso em casos de câncer da cabeça e do pescoço.

O sistema permite determinar com precisão os limites dos tumores malignos, onde está o fotossensibilizador, imediatamente no decurso da operação e, além disso, avaliar sua concentração nos tecidos.

"Determinar com precisão os limites do tumor é o fator decisivo de um tratamento eficaz. O diagnóstico fluorescente intraoperacional permite conseguir isso, aumentando a eficácia da TFD e elevando a média de sobrevivência dos pacientes com câncer da cabeça e do pescoço", explica o chefe do Departamento de Micro, Nano e Biotecnologias de Laser do Instituto de Engenharia Física da Biomedicina da MEPhI, professor Viktor Loschenov.

Neste método, a fluorescência é ativada por laser vermelho. Os especialistas da MEPhI comentam que no setor vermelho do espectro a absorção e a dispersão da luz nos tecidos biológicos são mínimas, o que aumenta a profundidade e a precisão da análise.

Salvar o fígado

O fígado é um dos órgãos que mais dificuldades apresenta ao tratamento por TFD. O fígado é responsável pela retirada do organismo da maioria dos fotossensibilizadores, fazendo com que, em qualquer caso, o fígado do paciente contenha uma grande quantidade destas substâncias. Isso dificulta a detecção correta das células patológicas.

Ao analisar as propriedades espectrais e fluorescentes dos tecidos do sistema hepatobiliar do javali (suas propriedades óticas são próximas às humanas), os especialistas da MEPhI elaboraram um novo método de avaliação quantitativa da concentração do fotossensibilizador nos tecidos das vias biliares.

"Ao estudar a fluorescência própria dos tecidos do fígado, aperfeiçoamos os métodos de diagnóstico espectral e videofluorescente de tumores malignos deste órgão. Isso permitiu elaborar a abordagem ótima ao tratamento de câncer do fígado pelo método da TFD", conta o mestrando do Departamento de Micro, Nano e Biotecnologias de Laser do Instituto de Engenharia Física da Biomedicina da MEPhI Kanamat Efendiev.

Proteger o estômago

Outra área focada pela pesquisa da MEPhI é o diagnóstico espectral e videofluorescente de câncer do estômago. Os cientistas assinalam que o uso da TFD nesta área tem perspectivas especiais devido à alta complexidade da intervenção cirúrgica.

A pesquisa espectroscópica da mucosa do estômago segundo o novo método permitiu detectar o tumor situado a 3-4 mm de profundidade. Os cientistas da MEPhI destacam que esta profundidade é o dobro da apresentada por métodos tradicionais. Os elementos essenciais do método são o sistema videofluorescente endoscópico inédito e o fotossensibilizador 5-ALK.

"A pesquisa demonstrou que a análise espectral e videofluorescente com o uso de 5-ALK pode ser recomendada como um método de diagnóstico rápido, inclusive como diagnóstico precoce do estômago, podendo também ser recomendada para avaliar a propagação do tumor e detectar focos de câncer durante laparoscopia", afirma Artyom Shiryayev, especialista do Instituto de Oncologia de Clusters Levshin da Universidade Sechenov.

Os exames clínicos dos novos métodos foram levados a cabo pelo Instituto de Oncologia de Clusters Levshin no 1o Hospital Clínico Universitário da Universidade Sechenov. Os métodos e os equipamentos elaborados pela MEPhI para TFD e diagnóstico fluorescente já estão sendo implementados em muitas clínicas da Rússia, dizem os cientistas.

Casos moderados e graves de COVID-19 causam infertilidade em homens, diz estudo

 


Pacientes com COVID-19 do sexo masculino que tiveram versão moderada da doença viram uma redução de 50% no volume, concentração e mobilidade do esperma, mesmo 30 dias após o diagnóstico, afirma autor do estudo.

Novo estudo liderado por Dan Aderka, chefe do Serviço de Câncer Gastrointestinal no Centro Médico Sheba, em Ramat Gan, Israel, detectou o vírus SARS-CoV-2 no esperma de cerca de 13% dos pacientes com COVID-19 examinados durante a pesquisa. Os resultados do estudo estão sendo avaliados por outros cientistas e ainda não foram publicados.

A equipe liderada por Aderka também observou um declínio de 50% no volume, concentração e motilidade (capacidade de locomoção) do esperma em pacientes com casos moderados da doença, mesmo 30 dias após o diagnóstico inicial.

"Como a maturação normal dos espermatozoides leva de 70 a 75 dias, é possível que, se fizermos um exame de esperma dois meses e meio após a recuperação, possamos ver uma fertilidade ainda mais reduzida", explicou o pesquisador ao jornal Jerusalem Post.

O estudo

A pesquisa foi realizada em 12 pacientes com COVID-19 que foram a óbito. Foram observadas alterações de moderadas a graves nas células testiculares que atuam no desenvolvimento dos espermatozoides e nas células que produzem testosterona, o hormônio responsável pela divisão e multiplicação do esperma. As células testiculares também apoiam o desenvolvimento do esperma.



RICHARD DREW
Esperma congelado, Reproductive Medicine Associates, Nova York

Aderka detalhou ao jornal que o novo coronavírus se liga especificamente aos receptores ACE-2 e destrói as células de Sertoli e Leydig, que suportam a maturação dos espermatozoides e produzem testosterona, respectivamente.

"Este fenômeno pode explicar a maior morbidade e mortalidade por COVID-19 em homens em comparação com as mulheres", comenta o cientista, acrescentando que também pode explicar a menor morbidade e mortalidade de crianças, cujos níveis de testosterona são baixos.

Aderka e sua equipe ainda não sabem se a redução da fertilidade é reversível ou permanente. Segundo o pesquisador, os médicos precisarão examinar esses mesmos pacientes seis meses e um ano após a recuperação para ver se os danos "resistem ao teste do tempo".

Tecnologia e internet: Fim da privacidade e proteção de dados? Por que não é mais seguro usar WhatsApp

 


Apesar do foco em Google, Amazon, Facebook, Apple e às vezes Microsoft no que toca às práticas de coleta de dados agressivas, o WhatsApp do Facebook tem passado mais despercebido.

Com dois bilhões de usuários por mês, o WhatsApp é o serviço de mensagens mais popular do mundo. Desde que a criptografia de ponta a ponta foi implementada em 2016, a maioria das pessoas acredita que o conteúdo de suas mensagens no WhatsApp está seguro. Mas há outros aspectos a considerar ao escolher uma plataforma de mensagens adequada, escreve a revista VICE Alemanha.

A privacidade do usuário e a proteção de dados não são mais a prioridade da empresa detida por Mark Zuckerberg, inclusive com os planos para fundir esse aplicativo com outros serviços pertencentes ao Facebook, como o Facebook Messenger e as mensagens diretas do Instagram, argumenta a mídia.

Um dos vários problemas do WhatsApp é pedir acesso ao seu número de celular e posteriormente requerer e receber acesso também a todos os contatos do mesmo para fazer chamadas, escrever mensagens de grupo ou fazer transmissões, o que é requerido pelos termos de serviço da plataforma. Os dados do aplicativo acabam por ser vinculados aos outros programas da empresa, incluindo, claro, o Facebook.

O WhatsApp também pode compartilhar suas informações com a polícia. O aplicativo em si não é uma ferramenta de aplicação da lei, mas sob certas circunstâncias, os agentes da lei podem solicitar suas informações ao serviço de mensagens.

Além disso, o WhatsApp pode não saber o conteúdo das mensagens que você está enviando, mas coleta praticamente todo o resto, incluindo como você interage com os outros no tempo, frequência e duração de suas atividades.

Dependendo de suas configurações de segurança, o WhatsApp poderá ver sua foto de perfil, seu nome, seu status e a hora em que foi "visto por último".

Rumo do aplicativo

VICE Alemanha também refere que Brian Acton, cofundador do WhatsApp, deixou a empresa em 2017 por preocupações com privacidade e monetização, após ser vendida ao Facebook por US$ 22 bilhões (R$ 121,9 bilhões) em 2014. É difícil confiar na gestão do WhatsApp sob Mark Zuckerberg, quando seu cofundador também não o faz, diz a mídia.

"Vendi a privacidade de meus usuários para um benefício maior", disse Acton à revista Forbes em 2018.

Em março desse ano, o ex-colega de Mark Zuckerberg deu uma mensagem simples no Twitter.

Está na hora. #deleteofacebook

O WhatsApp também pede às vezes que você quebre sua criptografia de ponta a ponta, devido a mensagens pop-up para fazer cópia de segurança para os serviços Google Drive ou iCloud, esses sem criptografia de ponta a ponta, como observa a página oficial de perguntas e respostas do aplicativo.

Como última razão apresentada pela revista, o código do WhatsApp não é público, impedindo que especialistas independentes possam examiná-lo cuidadosamente em busca de possíveis defeitos.

As mais visitadas