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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

EUA são responsáveis pela escalada das tensões na Europa, diz Putin

 


Moscou está seriamente preocupada com a implantação de agrupamentos militares dos EUA e OTAN e com a realização de exercícios não programados perto das fronteiras russas, afirmou presidente russo.

"Uma séria preocupação é suscitada pelo aumento de agrupamento militar dos EUA e da OTAN junto às fronteiras russas, bem como a realização de exercícios de grande escala, incluindo não planejados", disse líder russo nesta terça-feira (21) em uma reunião alargada do Ministério da Defesa.

"Estamos extremamente preocupados que perto da Rússia estejam sendo implantados elementos do sistema global de defesa antimíssil dos EUA", acrescentou Putin.

De acordo com ele, "lançadores de mísseis MK-41 implantados na Romênia e previstos para serem implantados na Polônia são adaptados para utilização de sistemas de ataque Tomahawk. Se esta infraestrutura avançar, se os sistemas de mísseis dos EUA e OTAN surgirem na Ucrânia, o seu tempo de voo até Moscou será reduzido para 7-10 minutos, e no caso de implantação de armas hipersônicas para 5 minutos", afirmou chefe de Estado da Rússia.

Putin reiterou as exigências das garantias de segurança, salientando que foi o presidente dos EUA Joe Biden quem propôs a nomeação de enviados para negociações sobre a estabilidade durante a conversa entre eles em dezembro relativamente à situação na Ucrânia.
Ao menos deve haver acordos legais, e não verbais, por parte dos EUA sobre as garantias de segurança, observou presidente russo.

"Devem existir pelo menos acordos juridicamente vinculativos e não garantias verbais. Sabemos bem o valor dessas garantias, palavras e promessas verbais", ressaltou Putin.

As forças da OTAN na Letônia  - Sputnik Brasil, 1920, 21.12.2021
Panorama internacional
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Os EUA são responsáveis pela escalada das tensões na Europa, sublinhou presidente russo.

"Aquilo que está acontecendo agora, esta tensão que está se desenvolvendo, é culpa deles. A cada passo Rússia foi forçada a responder de alguma forma, a cada passo a situação continuava se deteriorando e se degradando. Agora estamos em uma situação em que temos que decidir alguma coisa", apontou líder da Rússia durante a reunião.

Certas pessoas detratoras da Rússia interpretam as propostas de garantias de segurança como um ultimato, mas isso não é assim, disse Putin.

"Já estamos vendo que alguns dos nossos detratores, digo francamente, interpretam [as propostas] como um ultimato por parte da Rússia. É um ultimato ou não? Claro que não", explicou presidente.

Além do mais, Putin recordou aos EUA sobre a destruição da Iugoslávia, sem qualquer direito de fazê-lo, e da entrada no Iraque e na Síria, observando que os EUA "fazem o que querem".

"Nossos parceiros, digamos assim, os EUA, em anos anteriores, supostamente salvaguardando os seus interesses e segurança a milhares de quilômetros do seu território nacional, cometeram as coisas mais duras sem qualquer autorização do Conselho de Segurança da ONU. A Iugoslávia foi bombardeada – com que pretexto? Foi com autorização do Conselho de Segurança? Onde está a Iugoslávia e onde estão os EUA? Destruíram o país. Sim, havia um conflito interno, havia problemas, mas quem deu o direito de atacar uma capital europeia? Ninguém. Simplesmente decidiram assim, e os [Estados] satélites corriam atrás deles e ladrinchavam", comentou presidente.

Putin acrescentou ainda que os EUA também entraram no Iraque, "destruíram o país e criaram um foco de terrorismo internacional. E depois revelou-se que eles estavam errados. E descobriu-se que [o serviço] de inteligência falhou-nos. Destruíram um país – foi a inteligência que falhou. E essa foi a explicação".
Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia apresentou projetos de acordos sobre garantias de segurança entre a Rússia, EUA e OTAN.

domingo, 19 de dezembro de 2021

Foguetes atingem área próxima de embaixada dos EUA na 'zona verde' de Bagdá (VÍDEOS)

 


Dois foguetes atingiram a "zona verde" localizada no leste da cidade iraquiana de Bagdá, segundo fontes de segurança do Iraque citadas pela Reuters.

Imagens publicadas nas redes sociais supostamente mostram o momento em que um dos projéteis foi interceptado por sistemas de defesa antiaérea que responderam à ameaça.
Urgente: sistemas de defesa antiaérea dos EUA foram acionados contra alvos sobre a zona verde em Bagdá. Foi relatado que é um ataque com foguetes. O sistema de defesa antiaérea C-RAM dos EUA foi ativado.

A área atingida abriga os prédios governamentais e sedes diplomáticas estrangeiras.
De acordo com relatos, um dos foguetes caiu próximo da embaixada dos EUA, que soou os alertas e ativou o sistema de defesa.
Sistemas de defesa antiaérea dos EUA derrubaram foguetes que alvejavam a área próxima à embaixada em Bagdá.
Segundo a Reuters, um míssil foi destruído no ar pelo sistema de defesa norte-americano C-RAM e o outro caiu próximo da área de festivais da região, causando danos a dois carros.
As forças de segurança iniciaram uma investigação para detectar a origem do lançamento. Não se sabe se o incidente causou vítimas.

As mais vistas da semana

EUA e Israel conduzem exercícios virtuais visando alcançar 'superioridade da rede cibernética'

 



Os dois aliados se encontram na rede de sistema global de computadores para coordenar treinamento conjunto com intuito de "treinar para uma variedade de desafios de defesa cibernética".

Comando Cibernético dos EUA (USCYBERCOM, na sigla em inglês) e a Divisão Conjunta de Defesa Cibernética de Israel (JCDC, na sigla em inglês) anunciaram ontem (18), através de uma postagem das Forças de Defesa de Israel (FDI) no Twitter, a conclusão de exercícios entre os dois órgãos.
Essa é a sexta vez que os treinamentos, apelidados de "Cyberdome", acontecem neste ano, e têm como objetivo "treinar para uma variedade de desafios de defesa cibernética nos Estados Unidos". Toda a atividade aconteceu na sede do USCYBERCOM, nos EUA.
Desde a semana passada, JCDD e o USCYBERCOM vem treinado para uma variedade de desafios de defesa cibernética nos Estados Unidos. Este evento demonstra a parceria estratégica entre os dois militares, permitindo que ambos alcancem a superioridade da rede cibernética.

Os militares israelenses não entraram em detalhes sobre a atividade e o USCYBERCOM também nada mencionou em suas redes sociais ou à imprensa.
Entretanto, o chefe da Diretoria de Defesa Cibernética das FDI, Lior Carmeli, deu uma breve declaração padronizada sobre os exercícios dizendo que "o ciberespaço está mudando e se transformando em um espaço de combate global diário, que ameaça prejudicar órgãos governamentais, privados e civis".
Funcionários do Centro de Cibersegurança Nacional em Arlington (EUA) - Sputnik Brasil, 1920, 22.08.2021
Departamento de Estado dos EUA teria sido atingido por ataque cibernético, segundo repórter
Os treinamentos ocorreram com base nos relatórios desta semana de que um "grupo de hackers ligado ao Irã" conhecido como "Charming Kitten" (Gatinho Charmoso, na tradução) teve como alvo uma série de sites israelenses usando uma vulnerabilidade no Log4j, um utilitário de registro baseado em Java amplamente usado.
Na quarta-feira (15), a Microsoft informou que hackers na China, Coreia do Norte e Turquia também exploraram a falha.
O provedor de hardware e software de segurança de computador dos EUA e Israel, Check Point, sugeriu que a exploração tem o potencial de dar origem a "uma verdadeira ciberpandemia". A Tenable, empresa de cibersegurança sediada em Maryland, chamou-a de "a maior e mais crítica vulnerabilidade da última década".
Governos e empresas em Israel, Estados Unidos, Canadá, Alemanha e outros países se esforçaram para corrigir o software afetado, com centenas de milhões de dispositivos considerados vulneráveis.
Homem abastece seu carro em um posto de gasolina em Teerã, Irã, 15 de novembro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 28.11.2021
Panorama internacional
Israel está por trás de ataque cibernético ao sistema de combustível do Irã em outubro, diz mídia