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quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
segunda-feira, 9 de dezembro de 2024
ESA lançará 2 satélites que criarão eclipses solares no espaço e estudarão coroa solar
A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) finaliza preparativos para lançar dois satélites que deverão orbitar a Terra em uma formação precisa para criar eclipses solares artificiais no espaço, relatou o jornal The Guardian.
Em 4 de dezembro de 2024, uma espaçonave com duas sondas da missão Proba-3 da ESA vai decolar do Centro Espacial Satish Dhawan, na Índia.
A missão prevê que as sondas vão voar quatro meses até que cheguem a uma órbita elíptica alta em que o ponto mais próximo do nosso planeta vai ficar a uma distância de quase 600 km, enquanto o mais distante – a pouco menos de 60.000 km.
O custo aproximado do projeto é estimado em € 200 milhões (R$ 1,26 bilhão).
"A missão Proba-3 é a primeira tentativa da Agência Espacial Europeia de voar em órbita com uma formação precisa e prevê que duas espaçonaves deem voltas ao redor do planeta em um arranjo que nunca se desvie mais do que um milímetro, aproximadamente a espessura de uma unha humana", explica o artigo.
De acordo com o plano, uma das sondas vai ficar em frente da outra para criar uma sombra controlada, ou seja, um eclipse solar artificial.
A missão faz parte de um estudo da coroa solar, a camada mais externa da atmosfera de estrela, composta de plasma.
A luz da coroa geralmente fica oculta pela radiação celestial dispersa e pelo brilho do disco solar, mas pode ser vista facilmente durante um eclipse solar total.
Assim, os especialistas têm que cooperar por todo o mundo, tendo em cada lugar apenas vários minutos para registrar todos os dados.
A órbita elíptica alta da missão, que levará 19,7 horas por uma volta, vai permitir criar 50 eclipses solares por ano que vão durar até seis horas.
Os cientistas esperam receber os primeiros resultados já em março de 2025.
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domingo, 23 de junho de 2024
Encontrado na China túmulo milenar que poderia confirmar lenda
Pesquisadores do país asiático desenterraram um sarcófago que pertenceu ao mausoléu do primeiro imperador da China, guardado por 6 mil guerreiros de terracota.
Um sarcófago de 16 toneladas contendo tesouros foi encontrado no mausoléu do primeiro imperador da China, relatou na sexta-feira (7) o portal Arkeonews.
Qin Shi Huang (259–210 a.C.) foi o primeiro imperador da China. Sua tumba é o maior mausoléu do mundo, cobrindo 57 quilômetros quadrados, e grande parte dela ainda não foi escavada por medo de danos causados por atividades sísmicas, elementos e saqueadores.

Arqueólogos chineses durante trabalhos de escavação para preservar guerreiro de terracota, em Xian, província de Shaanxi. China, 9 de junho de 2012
© AFP 2023
O líder conseguiu muitos feitos durante sua vida, mas seu objetivo final era derrotar a morte. Para isso, ele construiu uma enorme cidade subterrânea, com 6 mil guerreiros de terracota de tamanho natural, armaduras e armas guardando o monarca. O Exército era composto por soldados de pé, cavalos, carruagens e todo o equipamento necessário para o combate.
Agora, um grupo de arqueólogos encontrou, em uma das tumbas, um enorme caixão de 16 toneladas contendo tesouros que poderiam pertencer a um dos filhos do imperador ou a um guerreiro de alto escalão.
"O caixão [encontrado] foi descoberto contendo depósitos muito ricos de parafernália funerária, incluindo armas, armaduras, jade, um par de camelos de ouro e prata, utensílios de cozinha e 6 mil moedas de bronze", escreve a mídia.

Qin Shi Huang, primeiro imperador da China (259–210 a.C.)
© Foto / Domínio público
Segundo Sima Qian, um historiador antigo, após a morte de Qin Shi Huang, seu filho mais novo Hu Hai assumiu o trono após matar todos os seus concorrentes. O príncipe Gao disse a seu irmão que se arrependia por não ter seguido seu pai de bom grado para a vida após a morte e pediu para ser morto e enterrado no grande mausoléu. Hu Hai concordou de boa vontade.
"Após o primeiro imperador ter morrido, todos os seus filhos tiveram um fim ruim, então ainda estou mais inclinado a acreditar que esta tumba pertence a um nobre de alto escalão ou a um chefe do Exército", diz Jiang Wenxiao, chefe da escavação.
Por quase 2 mil anos, a lenda do príncipe Gao foi transmitida de geração em geração por meio da saga épica de Sima Qian, escrita por volta de 85 a.C., algo que esta descoberta pode agora confirmar.
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