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terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Cientistas russos e chineses desenvolvem leis para controlar sistema de amarração espacial rotativo

 


Uma equipe científica sino-russa, envolvendo pesquisadores da Universidade Politécnica do Noroeste, em Xi'an, na China, e da Universidade de Samara, da Rússia, desenvolveu um modelo matemático para gerenciar com eficiência um grupo de satélites conectados por amarras.

Um sistema de amarração espacial rotativo consiste em duas espaçonaves conectadas por uma amarração longa, fina e forte — geralmente de dezenas de quilômetros de comprimento — funcionando como uma "eslinga espacial" (cabo de içar carga) enquanto seu centro de massa segue uma órbita predefinida. Esses sistemas são usados para executar tarefas que são impraticáveis, ineficientes ou antieconômicas com as tecnologias existentes.
Suas aplicações incluem gerar gravidade artificial, formar constelações de satélites e implantar satélites em órbitas específicas. Recentemente, atenção significativa foi direcionada ao uso de sistemas de amarração como "zeladores espaciais" para limpar detritos orbitais.
Pavel Fadeenkov, professor associado do Departamento de Dinâmica de Voo e Sistemas de Controle da Universidade de Samara, junto com colegas chineses liderados pelo Professor Wang Changqing, do Instituto de Automação da Universidade Politécnica do Noroeste, criou um modelo matemático para controlar motores de baixo empuxo em espaçonaves. Esse sistema permite que o plano de rotação do sistema de amarração seja ajustado por ângulos significativos de acordo com o estudo publicado na Acta Astronautica.
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Segundo os pesquisadores, as equações de movimento no sistema de coordenadas rotativas foram derivadas usando o formalismo Lagrangiano — é uma abordagem na mecânica clássica que descreve a dinâmica de um sistema físico considerando coordenadas generalizadas do sistema, velocidades e, possivelmente, tempo.

"A principal vantagem é que o novo modelo fornece leis de controle analítico para motores elétricos para iniciar a rotação do sistema e neutralizar perturbações. Isso acelerará a criação de um sistema espacial real", disse Fadeenkov.

O pesquisador acrescentou que a equipe estudou o movimento de um par de satélites de massas de 1.600 kg e 60 kg conectados por uma corda de 3 quilômetros, orbitando a uma altitude de 500 quilômetros. O plano de rotação do sistema pode ser alterado em 90 graus usando motores de propulsão elétrica com um empuxo máximo de dois newtons. Os cientistas descobriram que o sistema de controle pode atingir precisão de orientação de menos de um milésimo de radiano (abaixo de 0,05 grau).
De acordo com a Universidade de Samara, a aplicação do modelo matemático abre oportunidades para explorar vários problemas relacionados ao movimento rotacional espacial de vários corpos.
No futuro, os pesquisadores planejam desenvolver um sistema espacial real capaz de remover detritos orbitais nas direções desejadas.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

EUA usam a China como adversário fictício para justificar sua 'crescente militarização do espaço'

 


A estratégia dos EUA de acusar a China de ser uma ameaça devido às suas avançadas capacidades de satélite tem como objetivo "justificar a crescente militarização do espaço por Washington, bem como o desenvolvimento de suas capacidades de guerra espacial", segundo análise da mídia chinesa.

O comandante das Forças Espaciais dos EUA no Indo-Pacífico, Anthony Mastalir, disse nesta semana durante uma conferência sobre poder aéreo e espacial que as capacidades avançadas de satélite da China são uma "preocupação urgente", tanto para Washington quanto para o Japão.
Por isso, ele garantiu que, para estarem preparados para enfrentar estas ameaças, ambos os países são obrigados a reforçar a sua parceria espacial.
A colaboração inclui o desenvolvimento de capacidades compartilhadas na vigilância de objetos espaciais para rastrear satélites chineses, "cada vez mais sofisticados, capazes de alterar dinamicamente as suas órbitas".
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Em entrevista ao Global Times, um especialista militar que pediu anonimato garantiu que a retórica contra a nação asiática usada pelos Estados Unidos é, na realidade, um pretexto para esconder que o país norte-americano planeja implantar equipamentos avançados de monitorização nos satélites japoneses para rastrear tecnologia espacial chinesa.

"Esta estratégia visa justificar a crescente militarização do espaço por parte dos Estados Unidos e o desenvolvimento de suas capacidades de guerra espacial, utilizando a China como adversário fictício", analisou o especialista.

De acordo com a matéria do Global Times, intitulada "Cooperação espacial EUA-Japão: uma fachada para ambições hegemônicas", os Estados Unidos procuram aproveitar a força tecnológica e econômica do Japão para garantir o seu domínio espacial.
O especialista destacou que os norte-americanos tentam controlar a tecnologia espacial da japonesa, o que "limita significativamente a capacidade do Japão de desenvolver de forma independente as suas capacidades espaciais".
Um exemplo, aponta o texto, é que, para monitorar os satélites chineses, Washington exigiu que Tóquio instalasse sensores de fabricação americana nos satélites QZSS, a versão japonesa do GPS.

"Isto não só compromete a autonomia tecnológica do Japão, mas também dá aos Estados Unidos um controle substancial sobre as suas atividades espaciais", disse o analista.

A presidente do Peru, Dina Boluarte, levanta a mão para mostrar o anel e a pulseira que está usando, durante entrevista coletiva no Palácio do Governo, em Lima, Peru, em 5 de abril de 2024. As autoridades estão investigando se ela recebeu ilegalmente centenas de milhares de dólares em dinheiro, relógios de luxo e joias - Sputnik Brasil, 1920, 04.11.2024
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Ele acrescentou ainda que a participação norte-americana nos campos de alta tecnologia do Japão, incluindo o aeroespacial, "ajudará a garantir o domínio total dos EUA sobre a tecnologia espacial".
Conforme o texto, Washington pretende dominar todas as áreas estratégicas-chave, especialmente no espaço, "para garantir o domínio espacial e controlar a estratégia de alta fronteira*, permitindo-lhe menosprezar outros países e exercer influência sobre eles".
Para tal, explica a análise, os Estados Unidos têm propagado continuamente a "teoria da ameaça espacial da China", caluniando e difamando o gigante asiático.
No entanto, o país norte-americano é o "maior impulsionador da militarização e utilização do espaço exterior, e a maior ameaça à segurança espacial".
* A estratégia de alta fronteira se refere à utilização de recursos estratégicos no espaço para reforçar a segurança nacional. Isto inclui a utilização de satélites para comunicações, vigilância e defesa antimíssil. A estratégia sublinha a importância de manter uma vantagem tecnológica no espaço para proteger os interesses nacionais.

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