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segunda-feira, 2 de março de 2020

Astrônomos trazem à tona exoplaneta usando novo método de busca



Novo método de caça a exoplanetas utilizando ondas de rádio semelhantes às existentes no Sistema Solar deverá abrir as portas da busca por exoplanetas menores.

Uma equipe de cientistas conseguiu detectar um planeta através do uso de ondas de rádio pela primeira vez, relata o portal Science Alert.
Como a fonte aponta, existem atualmente dois métodos principais de detecção de exoplanetas: um envolve detectar o mergulho da luz de uma estrela quando um planeta passa entre o observador e a estrela que orbita; o outro é baseado na detecção de uma "oscilação leve na posição de uma estrela quando ela é puxada pelo planeta".

O novo método

Desta vez, porém, astrônomos estudaram a atividade das ondas de rádio emanadas pela estrela GJ 1151, e detectaram uma aparente interação entre o campo magnético da estrela e um planeta em órbita, que parece ser semelhante à interação entre o campo magnético de Júpiter e seu satélite Io.
"Adaptamos o conhecimento de décadas de observações de rádio de Júpiter ao caso desta estrela", disse Joe Callingham, coautor do estudo, do Instituto de Radioastronomia dos Países Baixos (ASTRON). "Uma versão em escala de Júpiter-Io tem sido prevista há muito tempo em sistemas de planetas estelares, e a emissão que observamos se encaixa muito bem na teoria."
O novo método, baseado na análise dos sinais de rádio de uma estrela, oferece potencialmente novos meios de busca de exoplanetas menores, mais difíceis de detectar por outros meios, dando, assim, à humanidade mais oportunidades de encontrar mundos potencialmente habitáveis.

© NASA . /JOHNS HOPKINS UNIVERSITY
Sonda New Horizons fotografa Júpiter e sua lua vulcânica Io
"Nosso trabalho mostrou que isso é viável com a nova geração de radiotelescópios e nos colocou em um caminho emocionante", disse Harish Vedantham, autor principal do estudo, também do ASTRON, observando que o "objetivo dos cientistas a longo prazo é determinar qual o impacto da atividade magnética da estrela na habitabilidade de um exoplaneta, e as emissões de rádio são uma grande peça desse quebra-cabeça".

China pode vir a enfrentar praga bíblica de proporções sem precedentes na atualidade



A China encara o risco de uma invasão de gafanhotos vindos da Índia e Paquistão, alertam autoridades do gigante asiático.

De acordo com a Administração Estatal de Florestas e Pastos da China, a possibilidade continua "relativamente pequena" e o risco para os ecossistemas chineses é pequeno. Contudo, os gafanhotos do deserto causarão um problema se a praga persistir nos países vizinhos, revela a publicação Newsweek.
Existem vários pontos de entrada para a vinda da espécie para a China, incluindo o Tibete, que compartilha uma larga fronteira com a China. Outras rotas incluem províncias do sudoeste da China.
Se as condições não melhorarem, também há o receio de que o inseto possa alcançar o país no segundo semestre de 2019 do Paquistão, que está enfrentando uma das crises mais sérias dos últimos anos.
"Nosso atual sistema de prevenção e tratamento é capaz de controlar a possível invasão à China", comentou Zhang Zehua, pesquisador do Instituto de Proteção de Plantas da Academia de Ciências Agrícolas da China, segundo o jornal China Daily.
Em resposta à ameaça, a Administração Estatal de Florestas e Pastos chinês publicou comunicados aos departamentos regionais, solicitando a introdução de estações de monitoramento nas possíveis rotas de migrações. Desta forma, o movimento dos insetos pode ser rastreado em tempo real.
Autoridades acrescentaram que enviaram "um considerável pacote de ajuda emergencial" ao Paquistão para combater a praga, relata a agência Xinhua.
Um comunicado da ONU considera que "ainda que [a praga] seja tão antiga quanto esse flagelo, hoje sua escala é sem precedentes em tempos modernos".

Almirante norte-americano alerta para 'ponto de não retorno' nuclear dos EUA



Nesta quinta-feira (27), um oficial general dos EUA alertou que o Congresso norte-americano deve alocar fundos para uma grande modernização do arsenal nuclear.

Segundo a publicação Defense News, o almirante Chas Richard, chefe do Comando Estratégico dos Estados Unidos, alertou:
"Se não investirmos prudentemente em nossas capacidades nucleares agora, podemos começar a atingir pontos de não retorno". Além disso, "prevejo que começarão no complexo de armas nucleares, depois no comando e controle nuclear e, no final, nos sistemas de entrega da tríade".
Para Richard, "quando falamos sobre a modernização da tríade, o que deixamos de fora é o 'ou então'. A outra escolha é não manter o que temos. Toda a tríade está chegando ao fim de sua vida útil. Ou substituímos o que temos agora, ou começamos a descartar, quase em um caminho de desarmamento, diante desta ameaça crescente".

© AP PHOTO / CHARLIE RIEDEL
Imagem de ogiva nuclear norte-americana instalada no interior do estado de North Dakota
Um valor de aproximadamente US$ 46 bilhões (R$ 205,8 bilhões) foi solicitado pela administração Trump para programas nucleares no ano fiscal de 2021.
Entrevistadas em condição de anonimato pela Defense News, autoridades militares dos EUA comentaram que realizar os investimentos no momento certo será de suma importância, e que os atrasos, técnicos ou devido à falta de fundos, poderiam dificultar em escolhas difíceis sobre o que pode ou não ser modernizado.