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domingo, 1 de março de 2020

DNA de micróbio 'imortal' poderia guardar informações para alienígenas e humanos do futuro



Pesquisador descobre que DNA do micróbio Halobacterium salinarum é resistente a várias forças adversas e poderia transmitir a gerações futuras informações por milhões de anos.

A descoberta é fruto das buscas do artista e pesquisador Joe Davis por um material que funcione como uma cápsula do tempo.
O objetivo é armazenar informações para futuras gerações e até mesmo alienígenas.
Assim, Davis descobriu que o DNA do Halobacterium salinarum é altamente resistente à falta de água, temperaturas extremas, vácuo e radiação intensa, conforme publicou a revista científica Science.
Com tal achado, Davis acredita que ao inserir informações no DNA do micróbio elas se manteriam por milhões de anos, podendo ser estudadas por civilizações do futuro.
"Se você quer manter uma informação por muito, mas muito tempo, a melhor forma de fazer isso poderá ser mantê-la dentro de células e utilizar o maquinário celular para a autorreparo do DNA", publicou as palavras de Davis a revista.
É sabido que a estrutura celular do micróbio pode reproduzir até 25 cópias de cada um dos cromossomos, o que daria maior chance para as informações inseridas não se perderem, uma vez que o conteúdo introduzido se reproduziria.

Micróbio 'imortal'

Uma das características mais interessantes do Halobacterium salinarum é o fato de ser altamente tolerante ao sal.
Encontrado em sal-gema, o micróbio também pode resistir ao óxido de etileno, gás venenoso comumente usado para esterilizar equipes de laboratório.
O potencial de armazenamento do DNA estudado é de aproximadamente 300 megabytes de dados no núcleo de uma célula humana.
Comentando a descoberta, o engenheiro biológico Jeff Nivala, da Universidade de Washington, na cidade americana de Seattle, afirmou:
"Se toda outra vida estiver destruída na Terra, e esta é a única coisa que ficou, a informação possivelmente poderá se propagar por si mesma".

Experimento

Para pôr em prática o conhecimento, Davis colocou os dados de uma gravura tridimensional de uma agulha e um ovo dentro do DNA do micróbio com a ajuda do biólogo Alexandre Bisson, da Universidade de Brandeis, EUA.
Como resultado, a informação ficou inalterada no interior do DNA.

Mais de 76.000 refugiados teriam chegado à UE após decisão da Turquia de abrir fronteiras



A decisão de Ancara de abrir suas fronteiras para a passagem de migrantes para a União Europeia resultou em um fluxo maciço de refugiados, anunciou ministro turco.

O ministro do Interior turco, Suleyman Soylu, informou que 76.358 imigrantes atravessaram as fronteiras do país com a UE.
Anteriormente, o número anunciado de refugiados que cruzaram a fronteira da Turquia para a Europa era de 47.113 desde 29 de fevereiro.
No sábado (29), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comunicou que a UE estava "seguindo de perto e com preocupação" o fluxo de migrantes da Turquia para a Grécia e Bulgária.
"A nossa principal prioridade nesta fase é garantir que a Grécia e a Bulgária tenham o nosso total apoio. Estamos prontos para fornecer apoio adicional, incluindo através da Frontex [Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira] na fronteira terrestre", tweetou Von der Leyen.

Refugiados à Europa

Centenas de migrantes da Síria, Paquistão, Irã e Iraque foram vistos se deslocando em direção às fronteiras da Turquia com a Bulgária e a Grécia pouco depois do anúncio de Ancara de que não impediria mais a chegada de migrantes e refugiados à Europa, por terra e por mar.

© AFP 2019 / RAMI AL SAYED
Sírios deslocados de suas casas chegam a campo de refugiados próximo da fronteira turca na província de Aleppo
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou no dia 28 de fevereiro a abertura da fronteira turca na cidade de Edirne, que faz fronteira com a Grécia, quebrando assim o acordo de Ancara com Bruxelas sobre os migrantes que tentam chegar à Europa. Esta medida foi uma resposta à morte de 33 soldados turcos na Síria.

Israel: Netanyahu promete medidas de anexação 'imediata' de partes da Cisjordânia se for reeleito



O primeiro-ministro interino israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a anexação do Vale do Jordão e outras partes da Cisjordânia era sua principal prioridade entre as "quatro principais missões imediatas".

Um dia antes de Israel realizar suas terceiras eleições legislativas em menos de 11 meses, o premiê israelense prometeu que, se ganhar as eleições, anexará partes do território palestino ocupado da Cisjordânia em questão de semanas.
"Isso vai acontecer dentro de semanas, dois meses no máximo, espero", disse Netanyahu em entrevista, 24 horas antes da abertura das urnas.
O premiê de Israel comentou que o comitê conjunto EUA–Israel de mapeamento (encarregado de elaborar esta anexação) começou a trabalhar há uma semana.
Durante entrevista, Netanyahu também listou suas outras prioridades como a assinatura de um tratado "histórico" de defesa com os EUA, principal aliado de Israel, e "erradicar a ameaça iraniana", sem dar mais detalhes.

© AP PHOTO / MANUEL BALCE CENETA
Presidente dos EUA, Donald Trump, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu após a assinatura do documento que reconhece a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã
O plano de paz para o Oriente Médio apresentado pelo presidente americano, Donald Trump, no dia 28 de janeiro na Casa Branca dá luz verde a Israel para anexar a área e propõe um comitê para estabelecer os limites exatos do território a ser incorporado. O projeto é totalmente contrário ao direito internacional.