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domingo, 3 de maio de 2020

Investigadores copiam dados do celular de Moro e acessam novas conversas de Bolsonaro



Além de mensagens, delegados e procuradores agora têm em mãos áudios enviados por Bolsonaro e por outros integrantes do governo ao ex-ministro Sergio Moro


No depoimento com mais de oito horas sobre as acusações que fez a Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro entregou o conteúdo de seu aparelho celular aos investigadores. Segundo a coluna apurou, o telefone de Moro foi espelhado. Com isso, integrantes da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) que conduzem o caso terão acesso às conversas de Moro com o presidente. A informação é da jornalista Bela Megale, no jornal O Globo. 
Além de mensagens, diz a jornalista, delegados e procuradores agora têm em mãos áudios enviados por Bolsonaro e por outros integrantes do governo ao ex-ministro. Boa parte da comunicação entre Moro e o Palácio do Planalto se dava por meio do Whatsapp, aplicativo mais usado pelo presidente e seus auxiliares para falar com a equipe.
Oa dados do celular de Moro fazem parte do escopo de novas provas apresentadas pelo ex-ministro. Como a coluna informou no sábado (2), além das mensagem que Moro já mostrou ao programa “Jornal Nacional”, da TV Globo, ele havia apresentado novas provas envolvendo Bolsonaro.

Irresponsável! Bolsonaro participa de ato, ataca governadores e diz que "muitos perderão suas vidas"



“Nós temos as forças armadas e o povo ao nosso lado”, diz Jair Bolsonaro ao participar no início desta tarde da "carreata da morte", em Brasília. O ocupante do Planalto também voltou a atacar os governadores e subestimar o poder de contaminação do coronavírus


Um dia após depoimento do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, à Polícia Federal, Jair Bolsonaro recebe apoio em um ato em Brasília. De manhã, o Distrito Federal amanheceu com um acampamento em defesa de Bolsonaro e contra o Congresso - com ataques explícitos ao presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia - e com uma carreata com os mesmos objetivos.
Bolsonaro encontrou os manifestantes no Palácio do Planalto e, novamente, defendeu o fim da quarentena com o pretexto de que não se pode deixar os efeitos colaterais do combate ao coronavírus serem mais prejudiciais que o próprio vírus. “Infelizmente, muitos serão infectados e perderão suas vidas, mas é uma realidade”, disse. Bolsonaro também aproveitou para atacar os governadores estaduais, colocando a culpa neles pelo desemprego de milhares de trabalhadores durante a pandemia.


Em frente ao ato com bandeiras do Brasil, Israel e Estados Unidos, ele também declarou: “Nós temos o povo ao nosso lado e as Forças Armadas ao lado do povo”. A declaração é feita em momento de grande crise do Planalto com setores do Judiciário e do Legislativo. Além disso, muitas faixas pela intervenção militar, religiosas e contra os outros poderes podem ser vistas carregadas pelos manifestantes.

Bolsonaristas agridem profissionais da Globo, Estado e Folha de S.Paulo com chutes, empurrões e murros (vídeo)


Apoiadores de Jair Bolsonaro agrediram com chutes, murros e empurrões as equipes de profissionais da Globo, Estado e Folha de S.Paulo que acompanhavam a "carreata da morte" realizada neste domingo. Jair Bolsonaro foi alertado sobre as agressões e nada fez


Apoiadores de Jair Bolsonaro agrediram com chutes, murros e empurrões as equipes de profissionais da Globo, Estado e Folha de S.Paulo que acompanhavam uma manifestação pró-governo realizada neste domingo, 3, em Brasília. O fotógrafo Dida Sampaio, do Estadão, registrava imagens do presidente em frente a rampa do Palácio do Planalto, na Esplanada dos Ministérios, numa área restrita para a imprensa quando foi agredido. A informação é do jornal Estado de S.Paulo. 
Segundo a reportagem, Sampaio usava uma pequena escada para fazer o registro das imagens quando foi empurrado duas vezes por manifestantes, que desferiram chutes e murros nele. O motorista do jornal, Marcos Pereira, que apoiava a equipe de reportagem também foi agredido fisicamente com uma rasteira. Os manifestantes gritavam palavra de ordem como “fora Estadão”.
Os dois profissionais precisaram deixar o local rapidamente para uma área segura e procuraram o apoio da polícia militar. Eles deixaram o local escoltados pela PM. Os profissionais passam bem. Os repórteres Júlia Lindner e André Borges, que também acompanham a manifestação para o Estadão, foram insultados, mas sem agressões.
De acordo com a Folha de S. Paulo, Jair Bolsonaro foi alertado, conforme é possível ver em vídeo da transmissão que fez ao vivo via rede social, sobre as agressões a profissionais da Rede Globo e nada fez. 
"Expulsaram os repórteres da Globo, expulsaram os repórteres", disse uma pessoa a Bolsonaro, que respondeu: "pessoal da Globo vem aqui falar besteira. Essa TV foi longe demais".
Veja vídeo das agressões: