Total de visualizações de página

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Estudo projeta 90 mil mortes até agosto no Brasil e médico defende 'lockdown'



A Universidade de Washington divulgou um estudo que estima que o Brasil pode chegar a 90 mil mortes por COVID-19 até agosto. Sobre o tema, a Sputnik Brasil conversou com o médico Alexandre Telles, que avaliou que a situação brasileira atual torna o quadro possível.

O Brasil tem atualmente 218.223 casos confirmados de COVID-19, além de 13.993 mortes causadas pela doença. O controle da pandemia no país tem sido marcado por desencontros protagonizados pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que diverge de recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Com o avanço da pandemia, estudos passaram a apontar o Brasil como um futuro epicentro da transmissão do Sars-Cov-2 no mundo. Segundo o estudo da Universidade de Washington, divulgado na terça-feira (12), o país pode chegar a até 90 mil mortos até o dia 4 de agosto, atrás apenas dos Estados Unidos, país que segundo a universidade pode chegar a 147 mil óbitos causados pela COVID-19 no mesmo período.
Para o médico Alexandre Telles, presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, a projeção do estudo apresenta um quadro possível diante da forma como o Brasil vem lidando com a pandemia somada às características de transmissão do vírus.
"A gente sabe que esse coronavírus tem um potencial muito grande de propagação, de infectar muitas pessoas", aponta Alexandre Telles em entrevista à Sputnik Brasil.
Telles ressalta que o quadro tétrico apresentado pelo estudo é reforçado pelo sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS), considerado uma "fortaleza" pelo médico e que precisa "urgentemente" de investimentos.
"A gente tem que urgentemente reverter [o sucateamento], porque o SUS é patrimônio de todo brasileiro e ele é nesse momento uma fortaleza muito grande para a gente", avalia.
O médico explica que o Rio de Janeiro, onde atua, é um exemplo dessa necessidade, uma vez que há no município 1,3 mil pessoas à espera de um leito de hospital. O estado tem atualmente 19.987 casos e 2.438 mortes causadas pela COVID-19.

© AP PHOTO / SILVIA IZQUIERDO
Profissional de saúde coloca um caixão de um paciente vítima da COVID-19 no Rio de Janeiro
Telles ressalta que é fundamental que se aprofunde o isolamento social nas cidades brasileiras, superando atitudes que ele classificou como "individualistas", como não respeitar a quarentena.
"Superar isso e pensar de um ponto de vista mais coletivo, de adotar as medidas, utilizar as máscaras e só sair quando for extremamente necessário. É uma doença altamente contagiosa, é uma doença na qual um grande número de pessoas necessita de leitos de CTI [Centro de Tratamento Intensivo] e a gente não tem essa capacidade instalada no Sistema Único de Saúde nesse momento", afirma, acrescentando que sem eficiência no isolamento, as mortes devem aumentar.
O médico também comenta a possibilidade do chamado "lockdown", o confinamento das pessoas em suas casas. A entidade que Telles representa, o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, apoia a medida, mas pondera pela necessidade de garantia de direitos sociais aos cidadãos caso o confinamento seja adotado.
"Infelizmente, o governo federal tem tomado poucas medidas do ponto de vista econômico-social para ajudar que as pessoas permaneçam em casa, porque o 'lockdown' não pode ser simplesmente a gente trancar as pessoas em casa sem garantir direitos sociais que estão na Constituição, [como] moradia, alimentação. [...] E aí um auxílio de R$ 600,00 não é algo satisfatório para que as pessoas consigam manter as necessidades delas", diz.

© REUTERS / RICARDO MORAES
Mulher usando máscara na Rocinha, Rio de Janeiro, durante pandemia de coronavírus.
Alexandre Telles ressalta, porém, que sem a devida quantidade de testes para detecção do novo coronavírus no Brasil, será impossível lutar contra a doença.
"É uma situação muito difícil em que, se a gente não tem esses dados, os testes, a gente não consegue realmente fazer o planejamento das ações em Saúde", conclui
As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

Novíssimo tanque da China 'super-resistente' desfila em ruas do país (FOTOS)




Tanque Type 15 aparece em reboque de caminhão na China, ao passo que novo tanque deve substituir frota dos obsoletos Type 59, criado com base em tanques soviéticos.

Tal veículo foi revelado ao público pela primeira vez ainda no ano passado, durante a parada dos 70 anos da formação da República Popular da China.
Se, por um lado, grande parte dos veículos blindados chineses é feita tendo por base veículos estrangeiros, o Type 15 é muito mais original, conforme contou ao portal Russkoe Oruzhie o especialista militar Yuri Lyamin.
Embora ele seja chamado de leve, com todos seus componentes defensivos montados seu peso alcança as 36 toneladas. Esse é também o peso aproximado do obsoleto Type 59, o qual é uma cópia do soviético T-54A, de acordo com a mídia.

67 pessoas estão falando sobre isso

Tanque mais resistente
Ainda segundo a mídia, o tanque apresenta maior resistência a disparos de granadas antitanque. Além disso, o tanque possui como armamento principal um canhão de 105 mm com sistema de recarregamento automático e alta cadência de tiro.
Para abater alvos aéreos, o veículo recebeu uma metralhadora W-85 de 12,7 mm. Também uma metralhadora coaxial de 7,62 mm foi instalada no tanque.
O gerenciamento de tiro é auxiliado por canais de visão térmica, que propiciam o combate tanto de dia quanto de noite.

Modernizando a frota

Ainda de acordo com Lyamin, o veículo irá substituir a frota dos obsoletos Type 59.
"Anteriormente considerava-se que o Type 15 teria sido designado para substituir os 'tanques de montanha' Type 62, que atuavam em terrenos de transposição difícil. Porém, de acordo com os últimos informes, o Type 15 deverá reequipar os agrupamentos de tanques que ainda usam o Type 59. Acredita-se que os novos tanques irão dar melhor conta das mesmas tarefas que agora desempenham os veteranos blindados, desenvolvidos ainda no final dos anos 50", afirmou.

'Devíamos fazer tudo nos EUA', afirma Trump sobre caça F-35



Na quinta-feira (14), o presidente norte-americano, Donald Trump, criticou fortemente a cadeia de suprimentos do caça F-35 no que diz respeito a flexibilidade e distribuição internacional.

Trump prometeu consertar os atrasos de produção do moderno caça F-35 em uma entrevista para o canal Fox Business Network.
O presidente afirmou que a produção do caça é um exemplo da "estupidez que eu vi" na administração do comércio internacional dos Estados Unidos, apontando para o que caracterizou como inabilidade de seus predecessores, segundo o portal Breaking Defense.
"É um ótimo caça, e nós fazemos partes para este caça no mundo inteiro. Fazemos na Turquia, fazemos aqui, a faremos lá. Tudo porque o presidente [Barack] Obama e outros – não estou só acusando Obama – pensaram ser uma coisa fantástica a se fazer", afirmou Trump em relação à produção estrangeira de partes do caça F-35.
"O problema é que, se tivermos um problema com um país, não é possível fazer o caça. Pegamos peças de todos os lugares. Isso é muito louco. Devíamos fazer tudo nos EUA", comentou o presidente norte-americano.
Donald Trump ainda alertou que, caso as relações turco-americanas se deteriorem, Turquia poderia se recusar a entregar peças aos EUA.
Apesar da Turquia ter participado do processo de desenvolvimento do moderno caça, a decisão do governo turco de usar os sistemas russos de defesa antiaérea S-400 foi usada por Washington para proibir o lado turco de adquirir ou utilizar caças F-35, alegando questões de segurança.