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sábado, 16 de maio de 2020

Guedes ironiza servidores médicos e policiais e diz que aumento só depois da 'batalha'


“Que história é essa de pedir aumento de salário para policial, para médico? Medalhas antes da batalha? As medalhas vêm depois da guerra, depois da luta. Nós vamos nos lembrar disso, vamos botar o quinquênio, o anuênio, o milênio, o eugênio. Tudo que for preciso. Mas não antes da batalha”, disse


O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a atacar o funcionalismo público nesta sexta-feira (15), durante coletiva no Palácio do Planalto ao dizer que não é hora de reajuste salarial para policiais e médicos, por exemplo, profissionais que estão na linha de frente em meio à pandemia do novo coronavírus.

Segundo o ministro, para receber “medalhas” é preciso antes participar da “guerra” e da “luta”.
“Que história é essa de pedir aumento de salário para policial, para médico? Medalhas antes da batalha? As medalhas vêm depois da guerra, depois da luta. Nós vamos nos lembrar disso, vamos botar o quinquênio, o anuênio, o milênio, o eugênio. Tudo que for preciso. Mas não antes da batalha”, disse.
Para tentar justificar o resultado econômico, Guedes voltou a dizer que o Brasil estava “começando a decolar” quando foi “atingido por uma pandemia”.
“Não podemos aproveitar um momento de fragilidade, em que o Brasil cai na crise financeiramente. Levamos um ano e meio. A reconstrução de um país leva anos. Passamos um ano e meio tentando construir. Quando estamos começando a decolar, somos atingidos por uma pandemia”, disse.
Guedes aproveitou para fazer um apelo Congresso Nacional. "Precisamos da contribuição do funcionalismo público. Dezenas de milhões de brasileiros estão sendo demitidos, milhares de empresas estão fechando, nós só estamos pedindo uma contribuição. Isso vale para funcionalismo de prefeitos, governadores e do governo federal. Nós sempre tivemos a mesma posição, não vamos tirar nada de ninguém. Enquanto o Brasil está de joelhos, nocauteado, por favor, não assaltem o Brasil", afirmou.

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Deu no New York Times: resposta caótica de Bolsonaro faz do Brasil epicentro do coronavírus


Maior jornal dos Estados Unidos destaca o fracasso do governo de Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia


"Centenas de pessoas estão morrendo diariamente no Brasil, que está emergindo como um epicentro da pandemia. O país teve meses para se preparar, mas foi prejudicado por uma resposta caótica do governo", destaca o The New York Times, jornal mais influente dos Estados Unidos em sua chamada para uma reportagem especial publicada neste sábado, sobre o fracasso do governo brasileiro no enfrentamento da pandemia.

"A confusão nacional ajudou a alimentar a propagação da doença e contribuiu para tornar o Brasil um centro emergente da pandemia, com uma taxa de mortalidade diária perdendo apenas para a dos Estados Unidos", escrevem os jornalistas Ernesto Londoño, Manuela Andreoni e Letícia Casado. "O Brasil teve meses para estudar os erros e sucessos dos primeiros países atingidos pelo vírus. Seu robusto sistema de saúde pública poderia ter sido implantado para realizar testes em massa e rastrear os movimentos de pacientes recém-infectados", apontam ainda os repórteres, que destacam a força do SUS e a péssima resposta de Bolsonaro. Confira abaixo o tweet sobre a reportagem:


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Jair Bolsonaro desistiu do pronunciamento que faria em rede nacional de rádio e televisão hoje para defender mais uma vez o fim de medidas de isolamento social, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência.

Segundo informações do Broadcast, serviço do Grupo Estado, a ideia é aguardar até que haja uma definição no Ministério da Saúde, depois da demissão de Nelson Teich nesta sexta-feira 15.
No fim da tarde deste sábado 16, Bolsonaro cumprimentou apoiadores que estavam na portaria do Palácio da Alvorada e disse: “Onze horas na rampa”. 
A declaração indica que ele estará em mais um ato em apoio ao seu governo neste domingo 17, como tem feito nos últimos finais de semana.