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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Cientistas russos descobrem quanto tempo coronavírus leva para morrer na água




Segundo pesquisadores, o vírus não só pode ser fervido até a morte, como eliminado na água à temperatura ambiente após algum tempo.

Pesquisadores do Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor da Rússia em Novossibirsk, Sibéria, encontraram outra importante fraqueza do SARS-CoV-2: a água comum.
No estudo, os cientistas descobriram que cerca de 90% das partículas do vírus morrem em água à temperatura ambiente no decorrer de 24 horas, com 99,9% sucumbindo em 72 horas. Além disso, os cientistas confirmaram que água fervente mata o coronavírus imediata e completamente.
Importantemente, os pesquisadores também descobriram que, embora o vírus não se multiplique em água sem cloro e do mar, ele pode continuar existindo por algum tempo, com sua vida útil dependendo diretamente da temperatura da água. Também é ressaltado que a água com cloro é altamente eficaz para matar o SARS-CoV-2.

© FOTO / PIXABAY / JARMOLUK
Laboratório médico
Anatoly Altshtein, virologista, doutor em Ciências Médicas e acadêmico da Academia de Ciências Naturais da Rússia, comentou os resultados da pesquisa ao serviço russo da Rádio Sputnik.
"Todos estes dados mostram que o vírus, infelizmente, permanece na água por bastante tempo, assim como em superfícies e roupas, e isto significa que devemos nos proteger, mas isso não é muito alarmante. É preciso lavar as mãos, usar máscara e – de preferência – luvas, tratar as mãos com soluções desinfetantes", afirmou.
As descobertas dos cientistas foram apresentadas na quinta-feira (30) pelo Serviço Federal de Defesa dos Direitos dos Consumidores e Bem-Estar Humano da Rússia (Rospotrebnadzor).
Na quarta-feira (29), a chefe do Rospotrebnadzor, Anna Popova, informou o presidente Vladimir Putin sobre o monitoramento extensivo pela agência da água do mar costeira, piscinas, parques aquáticos e fontes de água potável, e disse que depois de realizar centenas de análises, não foi encontrado nenhum risco significante de infecção transmitida pela água.

Pesquisa do coronavírus na Rússia

Virologistas do centro Vektor têm feito pesquisas sobre o novo coronavírus desde o início da pandemia, trabalhando para desenvolver kits de teste precisos para verificar o vírus e anticorpos, e reduzindo a escolha de candidatas da vacina até uma dúzia até o final de março.
O centro Vektor recebeu permissão para iniciar testes clínicos em seres humanos para uma de suas vacinas na semana passada, com início dos testes na segunda-feira (27).
O Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamalei russo também está desenvolvendo uma vacina contra o SARS-CoV-2.
A Rússia tem mais de 838 mil casos confirmados de coronavírus, com mais de 637 mil recuperações e quase 14 mil fatalidades, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, EUA.

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Pedófilo que abusou de 60 crianças no DF é bolsonarista, evangélico e popular nas redes



O pedófilo Syllas Souza Silva, detido pela polícia no dia 20 de junho, após ter abusado de mais de 60 crianças, é um ferrenho defensor de Jair Bolsonaro, além de filiado ao Partido Social Cristão, e ser um religioso fervoroso nas redes.

Nascido em Tutóia, no Maranhão, Syllas tem 31 anos e segue isolado em uma cela no Complexo Penitenciário da Papuda. A investigação começou após os pais de uma adolescente de 13 anos registrarem ocorrência.

Seu modo de operação consistia em  ganhar a confiança dos jovens se passava por uma adolescente nas redes, usando um perfil falso no Instagram. Quando ficava mais íntimo, o pedófilo, então, fornecia um telefone para conversa via aplicativo de mensagens.

Ele obrigava meninos e meninas a enviar fotos e vídeos com conteúdo pornográfico. Em algumas ocasiões, chegava a convencer crianças e adolescentes a introduzir objetos no ânus ou a se masturbar.


Com 3.558 amigos no Facebook e 1.584 seguidores no Instagram, o pedófilo era ativo nas redes sociais, principalmente demonstrando sua vertente política: exaltações ao golpe de 64 e a Jair Bolsonaro.

Freud explica.

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Governo Bolsonaro defende espionagem de servidores públicos; advogados dizem que é inconstitucional

Jair Bolsonaro, Ministério da Justiça e Ministério Público Federal (Foto: Reuters | Geraldo Magela/Agência Senado | Reprodução)


O Ministério da Justiça defendeu, em nota, a produção de dossiês sigilosos contra 579 servidores públicos, alegando razões de segurança. Juristas avaliam a medida como inconstitucional e o MPF já cobrou explicações sobre a espionagem


Após as denúncias de que o governo Jair Bolsonaro estava investigando e criando dossiês de 579 servidores públicos virem à tona, o Ministério da Justiça emitiu uma nota defendendo o monitoramento de opositores. A alegação é que a medida tem o objetivo de impedir possíveis práticas ilegais e garantir a segurança. A medida, porém, foi alvo de uma ação do Ministério Público Federal (MPF) para que a pasta explique a investigação e produção dos relatórios, além de ser considerada inconstitucional por juristas e especialistas. 

"As atividades de inteligência desenvolvidas se baseiam nos princípios da legalidade, do sigilo e da segregação das informações. Assim, elas se destinam exclusivamente às autoridades públicas que efetivamente necessitem prevenir situação de risco para a segurança pública conforme cada caso”, diz a nota do Ministério da Justiça. Ainda conforme a nota emitida pela pasta, "a Seopi [Secretaria de Operações Integradas] reitera que sua área de inteligência atua dentro da mais estrita legalidade. Assim, por óbvio, não atua para investigar, perseguir ou punir cidadãos".
Após as denúncias sobre a investigação de servidores se tornarem públicas, o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Enrico Rodrigues de Freitas, concedeu um prazo de 10 dias para que a Seopi, subordinada ao ministro da Justiça, André Mendonça,  explique a investigação e produção de relatórios sigilosos sobre opositores do governo  Bolsonaro. Os relatórios sigilosos são direcionados para o grupo de policiais antifascismo, de oposição ao atual governo, e professores universitários. 
Para o jurista e professor da PUC-SP Pedro Serrano, a produção dos dossiês contra opositores só encontra paralelo no período da ditadura militar e fere a Constituição. “Numa democracia, o Estado pode investigar e monitorar pessoas quando há real suspeita de crime. Caso contrário, não é investigação, é uma devassa. Além disso, ser antifascista é próprio da democracia constitucional. A Constituição de 1988 é antifascista. Portanto, não apenas não há nada de ilícito em ser antifascista, como também é desejável”, disse Serrano ao jornal O Globo. 
Para Ivar Hartmann, professor de Direito da FGV, o monitoramento e a produção de dossiês “é justamente o tipo de coisa que se usava na ditadura como desculpa para repressão indiscriminada. Independentemente da divulgação deste dossiê para outros órgãos, a simples produção dele já deveria ser punida, pois o dano está feito. É uma violação à liberdade de expressão similar ao macarthismo”. 

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