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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Pentágono propõe frota de 500 navios para reforçar Marinha dos EUA



A equipe de projeção, dirigida pelo secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, prevê um maior número de navios leves, drones e da força logística até 2045.

O Pentágono recomenda um maior número de navios para a Marinha dos EUA, com alguns altos responsáveis sugerindo até 534 embarcações, revela o portal Defense News, citando documentos obtidos.
Coordenados pelo secretário de Defesa dos EUA, os projetistas propuseram e entregaram a Mark Esper planos de uma frota de 480 a 534 navios com maior percentagem de navios leves, incluindo mais drones e uma força logística ampliada.
O número de navios proposto, que inclui os não tripulados, é pelo menos 35% maior que a atual meta de 355 navios de guerra até 2030, nota a publicação. Uma das equipes propôs um máximo de 56 navios leves, com outra sugerindo não mais que 70.
"Nem a frota analisada pelo Defense News nem a frota desenvolvida pela Marinha serão a composição final refletida no Estudo da Futura Força Naval [entregue a Mark Esper]. Os números, no entanto, fornecem um vislumbre da frota futura radicalmente diferente, que provavelmente será refletida na análise final prevista para o final deste ano", comenta a mídia.
Esper sugeriu uma Marinha norte-americana maior e mais leve ainda em fevereiro, com vista a obter uma "frota ideal" até 2045, e voltou a aludir a esse tipo de força em 16 de setembro, pedindo um aumento no financiamento. O Pentágono pediu US$ 207 bilhões (R$ 1,6 trilhão) para a Marinha do orçamento federal dos EUA para 2021.

Único teste de canhão nuclear da história é restaurado em altíssima definição (VÍDEO)



Em 25 de maio de 1953, o canhão atômico norte-americano M65 lançou a 11 quilômetros de distância um projétil que é equivalente à bomba nuclear jogada em Hiroshima, no Japão.

Uma equipe de entusiastas restaurou o vídeo com a filmagem do teste do M65, o único canhão atômico testado até hoje, também conhecido como Annie Atômica (Atomic Annie, no original).
Com a ajuda da técnica de aprendizagem de máquinas, o filme, que até agora estava disponível apenas em qualidade média, teve os ruídos apagados e foi convertido para 4K. Os restauradores também dobraram o número de imagens por segundo, que inicialmente era de 24.
O projétil foi testado pelo Exército norte-americano em Nevada, EUA. O canhão de calibre 280 mm lançou um projétil contendo 50 quilos de urânio enriquecido a uma distância de 11 quilômetros. A potência da explosão foi de 15 quilotons (um quiloton equivale a mil toneladas de TNT).
Embora o canhão tenha sido testado várias vezes, o teste filmado mostra a única vez em que o M65 foi utilizado para disparar o projétil nuclear. Nenhum outro país realizou operações semelhantes, mas a União Soviética criou dois canhões análogos na década de 1950.
Após testes bem-sucedidos, em 1956 o M65 foi adotado pelas Forças Armadas dos EUA, mas em meados da década de 1960 foi retirado de serviço à medida que mais mísseis móveis eram desenvolvidos naquela época.
No total, foram produzidas 20 unidades do M65. Atualmente, restam apenas oito, dos quais apenas um está completo e em exibição em um museu Aberdeen Proving Ground, em Maryland, a instalação militar mais antiga dos EUA.

Papa confronta Bolsonaro e discursa na ONU em defesa da Amazônia e dos indígenas

Papa Francisco e Jair Bolsonaro (Foto: Reuters | Agência Brasil)

"Penso também na perigosa situação da Amazônia e de seus povos indígenas. Eles nos lembram que a crise ambiental está intimamente ligada a uma crise social", afirmou o Papa Francisco em discurso na 75ª Assembleia-Geral ONU. Discurso confronta Jair Bolsonaro, que nega os incêndios na floresta e culpa índios pela devastação


Em pronunciamento na sessão de debates da 75ª Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), o Papa Francisco falou em "perigosa situação" da Amazônia e disse que a emergência ambiental está "intimamente ligada à crise social". No Brasil, a Amazônia perdeu 265.113 km² de vegetação de 2000 e 2018, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O volume corresponde à perda de uma área superior a 32,1 milhões de campos de futebol "Padrão Fifa" com dimensões de 110m x 75m, equivalente a 8.250 metros quadrados (m²). 

"Penso também na perigosa situação da Amazônia e de seus povos indígenas. Eles nos lembram que a crise ambiental está intimamente ligada a uma crise social e que o cuidado com o meio ambiente exige uma aproximação integrada para combater a pobreza e a destruição", afirmou.

"Não devemos deixar para as próximas gerações os problemas das anteriores. Devemos nos perguntar seriamente se existe entre nós a vontade política para mitigar os efeitos negativas da mudança climática, assim como para ajudar as populações mais pobres e vulneráveis, que são as mais afetadas", acrescentou.

De acordo com o IBGE, áreas de pastagem com manejo aumentaram 71,4% na Amazônia, ao passar de 248.794 quilômetros quadrados (km²) para 426.424 km² em 18 anos. As áreas agrícolas na floresta aumentaram de 288%, ao pular de 17.073 km² para 66.350 km².

Apesar de o Papa citar o Acordo de Paris sobre o clima, assinado no fim de 2015, ele afirmou ser preciso "admitir honestamente que, ainda que alguns progressos tenham sido alcançados, a pouca capacidade da comunidade internacional para cumprir suas promessas de cinco anos atrás" evidencia que é necessário evitar discursos "tranquilizantes" e agir para instituições políticas serem "realmente efetivas".

Enquanto o Papa faz o alerta para o desmatamento, Jair Bolsonaro insiste em negar o problema e culpa índios e ONGs. Em discurso pela Assembleia Geral das Nações Unidas, na terça-feira (22), ele disse haver uma "campanha de desinformação" contra a política ambiental do seu governo. Também voltou a dizer que, no caso da Amazônia, a floresta não pega fogo por ser úmida.