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domingo, 21 de novembro de 2021

Nove aviões chineses, incluindo 2 bombardeiros são detectados na zona de defesa aérea de Taiwan

 


De acordo com o Ministério da Defesa de Taiwan, nove aviões chineses, incluindo dois bombardeiros H-6 com capacidade nuclear, foram detectados neste domingo (21) voando a sul da ilha autogovernada, atravessando a Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ, na sigla em inglês) de Taiwan.

Os bombardeiros chineses entraram no canal de Bashi, que separa Taiwan das Filipinas, antes de retornar para a China continental, informou entidade militar taiwanesa, acrescentando que outros aviões foram vistos perto da ilha Pratas (Dongsha) no mar do Sul da China, que é controlada por Taipé.
A ilha desabitada de 2,8 km de comprimento está situada a menos de 250 km da costa da China continental, mas a mais de 430 km de Taiwan.
Caça de fabricação norte-americana F-16V em Taiwan - Sputnik Brasil, 1920, 18.11.2021
Taiwan implanta avançados caças americanos F-16V em meio às tensões com China, diz mídia (VÍDEO)


As tensões em torno de Taiwan têm vindo a aumentar nos últimos meses, enquanto as forças chinesas têm conduzido exercícios na região. Entretanto, a União Europeia (UE) e os EUA enviaram delegações a Taipé, o que causou preocupações em Pequim.

Na semana passada, o ministro australiano da Defesa, Peter Dutton, disse que, em caso de confronto com a China, a Austrália se juntará aos EUA na defesa de Taiwan.
"Seria inconcebível não apoiarmos os EUA em uma ação se os EUA optarem por tomar essa medida", afirmou Dutton.

Kremlin: exercícios da OTAN no mar Negro são 'cena triste' e levarão a 'consequências muito graves'

 


Sob cobertura de exercícios da OTAN no mar Negro, a Ucrânia tenta resolver militarmente seus próprios problemas, mas pode criar uma nova catástrofe para toda a Europa, anunciou o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov.

Em um programa no canal de televisão Rossiya 1 neste domingo (21), Dmitry Peskov disse:

"Muito provavelmente, a Ucrânia está fazendo mais uma tentativa de começar a resolver pela força seu próprio problema. De criar mais uma desgraça para ela mesma e para todos na Europa. É isso que a Ucrânia tenta obter. E está tentando isso, provavelmente, sob cobertura desses mesmos exercícios da OTAN, dos navios da OTAN no mar Negro, dos soldados americanos e britânicos na região, que são cada vez mais. Isso é certamente uma cena triste. Porque isso terá repercussões muito graves".

Numerosas publicações e declarações nos países ocidentais sobre a preparação de uma invasão russa da Ucrânia fazem pensar que não são de excluir provocações e que essa histeria está sendo intensificada artificialmente, segundo o porta-voz.

Para sair da situação tensa nas relações entre Moscou e o Ocidente, a Aliança Atlântica deve cessar suas provocações perto das fronteiras da Rússia.

"Há uma saída. A OTAN deve cessar sua atividade provocativa perto das nossas fronteiras, a OTAN deve parar o avanço de sua infraestrutura, tanto política como militar, rumo a nossas fronteiras. Os Estados Unidos e seus aliados devem parar de concentrar seu punho militar ao longo de nossas fronteiras", enfatizou.

Além disso, segundo suas palavras, "os países da OTAN devem deixar de encher a Ucrânia de armas modernas, inspirando dessa maneira a Ucrânia para ações loucas", acrescentou.
O chanceler russo, Sergei Lavrov, com o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, em Moscou (arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 19.11.2021
Panorama internacional
França e Alemanha condenam publicação de suas cartas pela Rússia por quebrar regras diplomáticas
O porta-voz presidencial ainda acentuou que em um mês o presidente Vladimir Putin poderá restar a única testemunha em exercício dos Acordos de Minsk, enquanto a Alemanha, França e Ucrânia não entendem, ou não querem entender, que esses acordos são "a pedra angular" para resolver o conflito interno ucraniano.
As autoridades ucranianas iniciaram, em abril de 2014, uma operação militar contra as autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, que declararam sua independência após o golpe de Estado no país em fevereiro de 2014. Segundo os dados mais recentes da ONU, cerca de 13 mil pessoas foram vítimas do conflito. A resolução da situação na região está no centro da discussão nas reuniões do grupo de contato de Minsk, que, desde setembro de 2014, já aprovou três documentos reguladores da desescalada do conflito. Porém, mesmo após os acordos sobre cessar-fogo entre os lados, as escaramuças continuam.


sábado, 20 de novembro de 2021

Novo sistema antimíssil S-550 russo será capaz de derrubar veículo espacial X-37 dos EUA



 

O sistema de defesa antimísseis móvel S-550 que está sendo desenvolvido na Rússia poderá derrubar a espaçonave não tripulada norte-americana X-37, disseram à Sputnik duas fontes na indústria da defesa russa.


O S-550 será uma modificação do sistema S-500 Prometei, mas com especialização em interceptar alvos balísticos e orbitais a distâncias e altitudes muito maiores em comparação com o seu antecessor.


"O sistema de defesa antimísseis estratégico móvel S-550 será especializado na destruição de alvos espaciais balísticos e orbitais, em primeiro lugar na eliminação de ogivas nucleares de mísseis intercontinentais. Entre os alvos do futuro sistema estão os veículos espaciais não tripulados americanos X-37 e unidades hipersônicas planadoras em desenvolvimento em alguns países", segundo uma das fontes.

Outra fonte revelou que "para interceptar tais alvos, o S-550 incluirá um radar multifuncional capaz de detectar unidades hipersônicas e objetos espaciais em um alcance ultralongo".

Atualmente, a Rússia e os Estados Unidos possuem sistemas de defesa antimísseis capazes de derrubar ogivas de mísseis balísticos intercontinentais com alta probabilidade, mas do tipo fixo, com mísseis interceptores posicionados em silos.
Nenhum país do mundo possui um sistema de defesa antimísseis móvel com as capacidades anunciadas do S-550.