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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Mídia norte-americana revela planos de EUA e Israel contra S-400, se Rússia vendê-los ao Irã




O Conselho de Segurança da ONU rejeitou novas sanções a Teerã, motivo pelo qual os EUA e seu aliado no Oriente Médio, Israel, estariam se preparando para o período após a expiração do embargo atual.

Os Estados Unidos e Israel já estão se preparando para um cenário em que a Rússia vende sistemas avançados de defesa antiaérea, como o S-400, ao Irã, inclusive através da realização de exercícios que envolvem a destruição de ameaças avançadas de mísseis terra-ar, revela o portal Breaking Defense.
Segundo o portal, o Irã "já investiu em sistemas russos de defesa antiaérea modernizados, como os S-300", e manifestou recentemente interesse nos S-400, devendo "os russos [...] encontrar um cliente ansioso em Teerã".
O Breaking Defense aponta uma recente onda de atividade diplomática entre Moscou e Teerã devido aos comentários em julho do embaixador iraniano Kasem Jalali, de que a República Islâmica estava interessada em comprar armas russas para "aumentar suas capacidades de defesa".
Ao mesmo tempo, no início de agosto, caças F-35 das Forças Aéreas dos EUA e de Israel participaram de exercícios conjuntos pela segunda vez em 2020, com o objetivo de melhorar a capacidade de sobrevivência dos caças contra "sofisticadas defesas antiaéreas inimigas e caças antes de atingir alvos terrestres", segundo a mídia.
Os exercícios, denominados Enduring Lightning II, envolveram o Esquadrão 421 dos EUA e os caças F-35I Adir de Israel, e aconteceram no sul de Israel no dia 2 de agosto.
Em novembro de 2019, a Agência de Inteligência de Defesa do Pentágono, EUA, divulgou um relatório sugerindo que os sistemas de defesa da Rússia, incluindo o S-400, o sistema de defesa costeira K-300P Bastion, os caças de combate Su-30 e os tanques de combate T-90 eram algumas das armas que o Irã poderia estar interessado em comprar de Moscou depois do fim do embargo de armas da Organização das Nações Unidas (ONU) em outubro.

Próximas sanções contra Irã

A rejeição pelo Conselho de Segurança da ONU da resolução dos EUA em prorrogar indefinidamente o embargo levou o presidente norte-americano, Donald Trump, a advertir que seriam aplicadas sanções adicionais contra o Irã em breve. Benjamin Netanyahu, premiê israelense, também prometeu que Israel "continuaria agindo em estreita cooperação com os EUA e os países da região para bloquear a agressão iraniana".
Além de se interessar pelos sistemas de defesa antiaérea russos e chineses, a República Islâmica também aumentou consideravelmente as capacidades da sua indústria militar interna nos últimos anos. Em junho de 2019, o sistema de defesa antiaérea Khordad-3 do Irã abateu um drone de vigilância avançado norte-americano de US$ 220 milhões (R$ 1,19 bilhão) no espaço aéreo iraniano, no estreito de Ormuz.
Em agosto de 2019, Teerã ordenou que o Bavar-373, com características superiores às do Patriot dos EUA, fosse adicionado à rede de defesa antiaérea do país.

Bombardeiros dos EUA realizam exercício militar com Japão e outros parceiros no Indo-Pacífico




Bombardeiros e caças F-15 norte-americanos conduziram exercícios com japoneses e outros parceiros aliados na região do Indo-Pacífico, disse a Força Aérea do Pacífico dos Estados Unidos nesta terça-feira (18).

A informações foram publicadas pela Força Aérea do Pacífico dos EUA por meio de um comunicado.
"As Forças Aéreas do Pacífico lançaram quatro B-1 Lancers, dois bombardeiros B-2 Spirit Stealth e quatro F-15C Eagles e conduziram missões da Força-Tarefa de Bombardeiros simultaneamente com parceiros combinados e aliados na região do Indo-Pacífico ao longo de 24 horas", disse o comunicado.
Estas missões simultâneas de poder aéreo, acrescentou o comunicado, têm como função demonstrar a capacidade dos EUA de desdobrar rapidamente forças para defender a região do Indo-Pacífico.

© AFP 2020 / YOSHIKAZU TSUNO
Militares norte-americanos junto a caças F-22A Raptor da Força Aérea dos EUA na base militar estadunidense, na ilha de Okinawa, Japão
Ainda segundo detalhou a Força Aérea do Pacífico dos EUA, dois B-1s de Guam se juntaram a dois B-1 vindos dos EUA e o grupo de ataque Reagan, do Corpo de Fuzileiros Navais.
Aeronaves F-15 japonesas se juntaram a caças F-35 dos EUA baseados no Japão para o que foi descrito no comunicado norte-americano como "treinamento de exercício de grande força", o que teve início ainda na segunda-feira (17).
Além das aeronaves sobre o Pacífico, os EUA enviaram dois bombardeiros B2, vindos de Diego Garcia, para um exercício acima do oceano Índico junto a nações aliadas que não foram especificadas, conforme o comunicado.

Em plena pandemia, Bolsonaro e Guedes cortam orçamento da Saúde em 2021

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Especialistas alertam que, se for aprovado com atual texto, orçamento da Saúde para 2021 sufocará ainda mais o sistema público, que não terá condições nem sequer de manter o legado da pandemia, como os leitos de UTI, ampliações em unidades de saúde e respiradores adquiridos


Entidades da área da saúde reivindicam um “piso emergencial” para custear o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Caso contrário, o orçamento da Saúde sufocará ainda mais o sistema, que não terá condições nem sequer de manter o legado da pandemia, como os leitos de UTI, ampliações em unidades de saúde e respiradores adquiridos, denunciam especialistas na área. 

A área da saúde já perdeu R$ 22,5 bilhões no orçamento após o teto de gastos ser aprovado em 2017. O consultor técnico do  Conselho Nacional de Saúde (CNS) Francisco Funcia calcula até agora em R$ 35 bilhões a perda de recursos diretamente para o SUS no ano que vem. 
Pela proposta do Conselho, como apontou reportagem do jornal Estado de S.Paulo, a ideia é garantir um piso com os gastos extras que foram autorizados este ano para o enfrentamento da covid-19. O orçamento do ano que vem para o ministério partiria do que foi autorizado a gastar este ano, incluindo o reforço para o combate à pandemia, e também ficaria livre do teto de gastos, assim como ocorreu em 2020. 
A reportagem acrescenta que, além da necessidade de dinheiro para a vacinação, demandas represadas de atendimento do SUS por causa dos efeitos da pandemia devem pressionar o gasto, na avaliação do especialista em orçamento da área de saúde do Senado, Bruno Moretti. “Em 2021, o teto de gastos exerce uma pressão tamanha pela despesa que a chance de estourar é muito forte. Fica muito evidente a necessidade do piso emergencial, com os recursos não sujeitos ao teto”, defendeu Moretti.