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domingo, 14 de fevereiro de 2021

Rússia completa testes e revela características do seu sistema de alerta de mísseis

 


A Rússia terminou os testes estatais do Sistema de Alerta de Ataque de Mísseis (SPRN, na sigla em russo), informou Sergei Boyev, principal responsável pela concepção do sistema e diretor-geral da corporação militar Vympel.

"No final de dezembro de 2020, concluímos os testes estatais do sistema SPRN em geral e do posto de comando, em particular", disse Boyev, ao canal Zvezda.

O sistema de alerta precoce processa dados das trajetórias dos mísseis para emitir um aviso de ataque iminente aos postos de comando governamentais e militares, enviar informações para os sistemas de defesa antimíssil de Moscou, bem como dados sobre alvos espaciais.

O primeiro escalão do complexo SPRN é composto por uma constelação de satélites. O segundo nível é formado por complexos de radar terrestres.


© SPUTNIK / ALEKSANDR YURIEV
Estação de radar Voronezh-SM (imagem de arquivo)

Conforme explica Boyev, o SPRN russo sempre se desenvolveu com a aplicação das mais avançadas capacidades científicas e tecnológicas, por isso ele é capaz de detectar e rastrear lançamentos de mísseis hipersônicos e seus voos a velocidades de 5-6 Mach, em outras palavras, entre 6.125 km/h e 7.350 km/h.

"Os nossos equipamentos são capazes de detectar esses alvos, selecioná-los, ou seja, identificar quais deles representam realmente um risco e quais estão simplesmente no espaço próximo da Terra, bem como processar, comunicar e exibir todas estas informações no posto de comando do sistema" comentou o diretor-geral.

Ele ressaltou que, no que se refere aos detectores de sinais digitais e ao próprio sistema, são usadas tecnologias de processamento de informações e algoritmos de combate de última geração.

Think tank aponta para número excessivo de vítimas civis durante operações dos EUA na Síria e Iraque

 


O centro analítico RAND publicou um extenso relatório sobre o papel do poder aéreo dos EUA no Oriente Médio entre 2014 e 2019 em que reconhece a questão das mortes de civis e danos colaterais.

O centro norte-americano de análise estratégica RAND é uma entidade financiada pelo governo dos EUA com o objetivo de conduzir pesquisas e análises para as Forças Armadas do país. O presente estudo analisa dados da Operação Resolução Inerente – uma campanha militar liderada pelos Estados Unidos contra o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países).

O relatório "lança luz sobre o impacto das operações […] e se o poder aéreo poderia ter sido aplicado de forma diferente para alcançar resultados mais rápidos e mais sustentáveis".

O documento recomenda "limitar as vítimas civis e danos colaterais" e pede que as forças dos EUA "utilizem munições guiadas de precisão" e determinem "como usar de forma segura munições de segunda e terceira escolha".

Em suas recomendações, o RAND aponta que "as forças conjuntas devem rever sua doutrina de seleção de alvos com base na experiência na Operação Resolução Inerente".



Membros das Forças Especiais dos EUA realizando treinamento durante operações contra grupo Daesh no sul da Síria

No relatório, o RAND refere-se aos dados apresentados pela Airwars, uma organização britânica que monitora as mortes de civis em conflitos militares.

De acordo com os dados oficiais de 2019 das forças da coalizão, desde 2014 no Iraque e na Síria foram mortos 1.319 civis em resultado de ataques aéreos realizados pelos EUA e seus aliados.

Por outro lado, segundo estimações da Airwars, o número de vítimas civis poderia ser dez vezes maior: até 13.000 pessoas.

"No Iraque, o número relatado de mortes civis atingiu o pico em março de 2017, com mais de 1.400, enquanto na Síria o número estimado de mortes chegou a 800 em junho de 2017", indica o centro RAND, citando números da Airwars, o que é mais do que o comando da coalizão indicou durante todo o período de 2014 a 2019.

Irã pretende adquirir armas da Rússia para garantir segurança regional

 


O Irã planeja comprar armas russas de modo a garantir a segurança nacional e regional, afirmou Ali-Asghar Khaji, assistente sênior do ministro das Relações Exteriores iraniano, à Sputnik.

"Cooperamos militarmente com a Rússia. Quando as restrições foram levantadas, a Rússia se tornou um dos países dos quais podemos comprar armas, pelo que podemos cooperar com ela para proteger nosso território e para a segurança da região", afirmou Khaji.

O diplomata sublinhou que, enquanto o Irã não tinha o direito de obter armas devido às sanções impostas pelas Nações Unidas (ONU), os vizinhos de Teerã gastaram milhões de dólares em armamento, tornando a região em um armazém de armas.

No início desta semana, o embaixador russo no Irã, Levan Dzhagaryan, disse em uma entrevista à Sputnik que Moscou recebeu pedidos de equipamento de defesa por parte da República Islâmica, após o embargo de armas da ONU ter expirado em 18 de outubro de 2020.

O embargo de armas ao Irã expirou em conformidade com o acordo nuclear de 2015 que previa seu cancelamento cinco anos após a adoção do acordo. Isto deu a Teerã o direito de comprar e vender armas.