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sábado, 14 de agosto de 2021

EUA poderão chegar a acordo sobre realocação de refugiados afegãos para o Catar, diz mídia

 


Uma vez anunciada a retirada das forças dos EUA do Afeganistão, o Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países) tem conduzido várias ofensivas contra o exército afegão, sendo que no decorrer dos últimos três meses conseguiu tomar controle de 21 das 34 províncias do país.

Ante tamanha situação, vários cidadãos têm procurado qualquer chance para sairem do país, pois não se sentem seguros com os avanços do grupo insurgente. 

É já sabido que Washington tem estado realocando várias famílias afegãs que ajudaram suas forças militares durante a guerra nos últimos 20 anos. No entanto, seus esforços parecem não ser suficientes para a rápida retirada dessas pessoas do Afeganistão.

Afegãos deslocados das províncias do norte, que fugiram de casa devido a combates entre o Talibã e forças afegãs, no parque público em Cabul, Afeganistão, 9 de agosto de 2021
© AP PHOTO / RAHMAT GUL
Afegãos deslocados das províncias do norte, que fugiram de casa devido a combates entre o Talibã e forças afegãs, no parque público em Cabul, Afeganistão, 9 de agosto de 2021

De acordo com o canal de notícias CNN, citando um funcionário anônimo do Departamento de Estado, os EUA poderiam possivelmente realocar vários milhares de afegãos que trabalharam com as forças americanas para o Catar. A fonte disse que um possível acordo ainda está sendo discutido, mas caso seja aprovado, pelo menos oito mil cidadãos afegãos serão transferidos para a capital do Catar, Doha.

"Estamos avaliando todas as opções disponíveis. Não temos anúncios a fazer sobre locais de realojamento em países terceiros para candidatos afegãos ao visto de imigração especial [SIV, na sigla em inglês]". Além disso, o Canadá também anunciou que se está preparando para lançar um "programa especial de imigração para acolher mais de 20 mil refugiados afegãos vulneráveis, no total", citado pela mídia.

No início desta semana, o porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse que mil membros militares norte-americanos, integrantes de uma equipe conjunta de apoio às Forças Armadas e Força Aérea foram enviados para o Catar, de modo a ajudar as autoridades locais na aceitação de candidatos afegãos com vistos de imigração.

Com a partida dos militares americanos, o Talibã iniciou um ataque maciço às forças governamentais do Afeganistão, sendo que a partir de hoje (14), a organização terrorista controla dois terços do território do país.


 

Militares do Irã estão em 'prontidão total' na fronteira com Afeganistão, diz comandante do IRGC

 


Com a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, iniciada em maio, o Talibã tem avançado contra as forças do governo afegão, assumindo o controle de mais de metade do país.

O comandante do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã, major-general Hossein Salami declarou na sexta-feira (13) que a fronteira iraniana com o Afeganistão está segura e que o IRGC, a polícia e o Exército estão patrulhando a região, segundo a emissora Press TV.

"As Forças Armadas estão presentes nas fronteiras orientais do país com prontidão total e vigilância", afirmou o comandante durante coletiva de imprensa.

Salami ainda afirmou que todos os postos fronteiriços oficiais e não oficiais no leste do país estão sob controle total das Forças Armadas iranianas.

"As pessoas não devem se preocupar, pois o alcance de nossas observações vai além das fronteiras e estamos monitorando e controlando todos os desenvolvimentos no país vizinho", declarou.

Na quinta-feira (12), o Irã fechou temporariamente o consulado-geral em Mazar-i-Sharif, movendo-o para Cabul. A missão anunciou que a instituição apenas forneceria os serviços na capital por tempo limitado, e que reiniciaria suas atividades em Mazar-i-Sharif assim que a segurança fosse estabilizada.

Avião russo de combate a incêndios Be-200 cai na Turquia, 8 tripulantes morrem (VÍDEOS)

 


Segundo a agência oficial de notícias, um avião de combate a incêndios caiu em Kahramanmaras, na região sul do país.

A aeronave Be-200, alugada pela Turquia à Rússia, carregava oito tripulantes, cinco russos e três turcos, integrantes das equipes enviadas para combater o fogo, cujos destinos ainda não são conhecidos, informou o Departamento da Floresta.

De acordo com a agência AP, com base em informações da mídia turca, o avião em causa estava ligado à Diretoria Geral da Floresta. O aparelho teria caído enquanto combatia um incêndio em uma área em redor da região de Bertiz, mas as causas que originaram o acidente ainda não foram apuradas.

Omer Faruk Coskun, governador de Kahramanmaras, relatou que o incêndio tinha começado depois que um raio atingiu árvores na zona.

"Tínhamos enviado um avião para a área, mas perdemos a comunicação com ele há algum tempo, e ele caiu. A situação é muito recente. Enviámos várias unidades para a área onde o avião caiu", informou Coskun, citado pela AP.

O Ministério da Defesa da Rússia também confirmou o incidente, informando que este ocorreu durante a aproximação ao solo para aterrissagem, após a tripulação ter concluído sua missão.

Segundo confirmou o Ministério da Defesa da Rússia, nenhum dos oito tripulantes sobreviveu ao acidente

Delegações da embaixada russa na Turquia e do Ministério da Defesa da Rússia foram enviadas para o local a fim de investigar o ocorrido.

Segundo dados preliminares, o avião não teria conseguido ganhar a altitude desejada após encher seu depósito de água, acabando por se chocar com as rochas