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quarta-feira, 25 de março de 2020

Corpo de Fuzileiros dos EUA faz profunda reestruturação e o motivo seria a China



Como parte de seus esforços para se tornar uma força com uma estrutura mais leve e de intervenção rápida para atuar no cenário da Ásia-Pacífico, o Corpo de Fuzileiros planeja uma reorganização radical.

A notícia da profunda reestruturação do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (USMC, na sigla em inglês) foi avançada em primeira mão pelo The Wall Street Journal e analisada pelo portal Stars and Stripes.
Em meio às crescentes e potenciais ameaças, o Corpo decidiu empreender um ambicioso plano de transformação a 10 anos, eliminando toda a sua força de tanques e reduzindo muitas outras unidades.

Adaptar a estrutura

O objetivo da reorganização é alinhar o Corpo de Fuzileiros pelo diapasão da Estratégia de Defesa Nacional definida pelo Pentágono, que coloca a China e a Rússia como as principais potências mundiais que os Estados Unidos devem estar preparados para desafiar, à medida que a supremacia dos Estados Unidos diminui.
De acordo com essa estratégia, as políticas econômicas da China e a sua militarização do mar do Sul da China, bem como os esforços da Rússia para minar a OTAN, representam as principais ameaças para a defesa nacional dos EUA, refere o Stars and Stripes.
"O Corpo de Fuzileiros Navais não está otimizado para atender às exigências da Estratégia de Defesa Nacional", disse o major Joshua Benson, porta-voz do Comando de Desenvolvimento de Combate dos Fuzileiros Navais, em uma declaração publicada pela primeira vez pela USNI News.
Por essa razão, o USMC está redesenhando a sua estrutura para a próxima década, para a alinhar completamente com os princípios da Estratégia de Defesa Nacional, refere o Stars and Stripes, citando o porta-voz.
Os altos comandos do USMC pretendem que este projeto de modernização permita que em 2030 o Corpo já esteja apto para atender "às necessidades da nação".

Profunda transformação

Como parte do plano, para além da eliminação dos batalhões de tanques, o USMC também reduzirá o número total de batalhões de infantaria de 24 para 21, as baterias de canhões de artilharia de 21 para cinco e as unidades de veículos anfíbios de seis para quatro.
Além disso, os Fuzileiros Navais poderiam reduzir o número de esquadrões de MV-22 Osprey, bem como diminuir o número de caças furtivos F-35B e F-35C de quinta geração por esquadrão de 16 para apenas 10. As unidades de polícia naval e de engenharia devem ser eliminadas.
O USMC espera ter uma redução de 12.000 homens em todo o corpo durante a próxima década, o que corresponde a 7% do pessoal.
Em contrapartida, o USMC planeja aumentar em 300% suas capacidades de artilharia de longo alcance e investir em sistemas aéreos e terrestres não tripulados.
Citado pelo portal National Interest, o comandante do USMC, general David Berger, afirmou que a unidade tem de ser mais letal e ter mais mobilidade e eficiência, "por isso vamos reduzir o tamanho do Corpo de Fuzileiros".
Berger apelou a uma integração mais estreita entre o USMC e a Marinha dos EUA para enfrentar a crescente atividade da China no mar do Sul da China e em toda a região da Ásia-Pacífico, razão pela qual a III Força Expedicionária da Marinha, com base em Camp Courtney, em Okinawa, Japão, seria o principal foco dos esforços da Marinha na região.

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