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quarta-feira, 11 de agosto de 2021

'Ato provocativo': China condena reunião de oficiais dos EUA com representantes de Dalai Lama

 


Na terça-feira (10), Atul Keshap, encarregado de negócios da embaixada dos EUA na Índia, reuniu-se com o representante do Dalai Lama, Ngodup Dongchung.

Pequim expressou indignação com o recente encontro entre um enviado dos EUA e o representante do líder espiritual tibetano Dalai Lama, denunciando o "ato provocativo" como interferência nos assuntos internos da China, afirmou a embaixada chinesa na Índia nesta quarta-feira (11).

"Qualquer forma de contato entre o lado dos EUA e a camarilha do Dalai [Lama] é uma violação do compromisso dos EUA de reconhecer o Tibete como parte da China, [e] de não apoiar a 'independência tibetana' e de não apoiar as tentativas de dividir a China", escreveu no Twitter Wang Xiaojian, porta-voz da embaixada da China na Índia.

Na terça-feira (10), Atul Keshap, encarregado de negócios da embaixada dos EUA na Índia, reuniu-se com o representante do Dalai Lama, Ngodup Dongchung. A reunião acontece quase duas semanas depois que o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, ter se encontrado com o representante do líder espiritual durante sua visita à Índia.

​Gostei do encontro com Ngodup Dongchung, representante de Sua Santidade Dalai Lama. Os EUA apoiam a liberdade religiosa e a preservação das identidades culturais e linguísticas únicas dos tibetanos e respeitam a visão de Dalai Lama para os direitos iguais para todas as pessoas.

Wang Xiaojian afirmou que o chamado "governo tibetano no exílio" é uma organização política separatista com uma agenda que viola completamente a Constituição e as leis da China e não é reconhecida por nenhum país.

Atul Keshap, opomo-nos veementemente aos repetidos atos de provocação dos EUA. Os assuntos tibetanos são assuntos puramente internos da China, que não permitem nenhuma interferência estrangeira.​

Especialistas ouvidos pelo jornal chinês Global Times afirmaram que a visita de Blinken à Índia em julho demonstra que a intenção dos EUA de "amarrar" a Índia para conter a China é clara e permanecerá inalterada.

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